Sunday, January 31, 2021

Leandro Bertolo: "A Flor do Som"

Quem diria que, no catastrófico ano de 2020, eu retomaria minha esperança na linha evolutiva da MPB? Pois bem, devo isso a este preciso & precioso novo disco de Leandro Bertolo, “A Flor do Som”. Lépido e fagueiro, rico em conteúdo e forma. Um passeio pelas trilhas mais férteis da nossa música. Canções sedutoras de um melodista nato, de romantismo inebriante mas nada piegas. Enredos que se desenrolam com sabedoria. Composições fascinantes, unificadas pelo bom gosto estético, envoltas por belos arranjos e desempenhos instrumentais de extrema finesse. 

Consagrado “músico da noite” em Porto Alegre, chega ao segundo álbum investindo em um trabalho autoral. Influenciado por compositores/cantores consagrados nos anos 1970 – notadamente Djavan, João Bosco e Gonzaguinha –, Bertolo passa longe da imitação. Apenas parte da admiração pelos citados para alçar seus próprios vôos, desenvolvidos com leveza, ginga e sutileza.

O dom de hitmaker fica logo evidente na faixa-título, “A Flor do Som”, ensolarada parceria com a esposa Bianca Marini. “Estávamos em Gramado, conversando”, conta. “Bianca trouxe um pequeno vaso de acrílico em forma de flor, e colocou dentro o celular conectado a um aplicativo. Na variada playlist estava tocando Mozart naquele momento. Ela disse que aquilo era ‘a flor do som’. Eu apenas complementei: ‘a flor do som é Mozart’, e assim nasceu nosso primeiro pop-jazz Djavaneado”!

Partidário da alegria, Bertolo passeia por samba (o sinuoso “Momentos Felizes” e o arrebatador “Canto Forte”, ambos predestinados ao sucesso), afoxé (“Rotas do Sonhar”), bolero (“Náufragos de Amar”, “Te Espero Na Canção”), choro-seresta (“Darcy Alves”, tributo ao cultuado músico gaúcho) e balada (“Adormecido Coração”), respeitando as tradições sem pregar o conservadorismo. Por isso mesmo soa naturalmente contemporâneo sem deslizar para o modernoso. Arrisca até um singular bolero-salsa (“Armadilha”), revive a MPB-pop oitentista em dueto com a bela musa Bianca (“Luz do Amor”) e mergulha no contagiante frevo-axé baiano (“ATKI”) com segurança de veterano.

Ritmicamente envolvente e repleto de nuances, conduzido pelo canto macio de Bertolo, “A Flor do Som” é um disco de alto astral, de boas vibrações, sem dramas. Fiel retrato da alma desse artista sempre tão positivamente emocional e emotivo, que privilegia a felicidade nas temáticas de seus versos. Uma pessoa grata à vida, que retribui isso irradiando alegria através de suas criações. Um som divino, movido pela mágica estrela da canção. Quem diria que, logo nesse tenebroso 2020, eu retomaria minha esperança na linha evolutiva da MPB?

Arnaldo DeSouteiro, Dezembro de 2020 
(Jornalista, produtor musical, diretor de shows, roteirista, membro votante do Grammy-NARAS).

20 Anos Sem Luiz Bonfá

Convivi com alguns gênios. Um dos mais geniais e generosos foi Luiz Bonfá. Um dos maiores compositores e violonistas do mundo, com músicas gravadas por Tony Bennett, Frank Sinatra, Elvis Presley, Luciano Pavarotti, John McLaughlin, Quincy Jones, George Benson e centenas de outros. Visionário que antecipou e depois transcendeu a bossa nova. Adorado por João Gilberto, que lhe dedicou o tema “Um Abraço No Bonfá”. Autor de trilhas sonoras históricas como “Black Orpheus” (filme que apresentou o Brasil e nossa música a nove entre dez estrangeiros que se apaixonaram pelo país nos anos 1950 e 1960) e “The Gentle Rain”. 

Carioca nascido em Santa Cruz, flanou pelo jet set internacional, tornando-se amigo de Mary Martin (com quem trabalhou logo ao chegar nos EUA em 1957), Ava Gardner, Catherine Deneuve e Karen Black. Primeiro brasileiro a gravar com Stan Getz e a ser contratado pela Verve Records. Sampleado por feras do hip-hop, em seus mais de cinquenta discos gravou com Ron Carter, Stanley Clarke, Eumir Deodato, Idris Muhammad, Airto Moreira, Ray Barretto, Gene Bertoncini, Dom Salvador, Helcio Milito, Dom Um Romão, Bobby Scott, Naná Vasconcelos, Edison Machado e muitos mais. Proezas e mais proezas. 

Pois bem. Comecei a conhecer a obra de Bonfá aos 10 anos de idade, em 1973, quando ouvi “Jacarandá” na Rádio JB-AM. Quando minha tia Elge me deu de presente o disco, lançado naquele ano pela Som Livre, fiquei fascinado. Hoje entendo plenamente o motivo. Afinal, segundo o historiador Thom Jurek, do site All Music Guide, trata-se do melhor álbum de “fusion” já gravado! Dois anos depois, encontrei Bonfá pessoalmente. Aos poucos fomos ficando mais próximos. No final da minha adolescência, já estávamos amigos. 

Graças a Bonfá consegui trabalhos importantes, inclusive na Rádio Tupi FM, onde ele me apresentou a outra figura saudosa, o cantor lírico Renato Rocha, chefe de programação da emissora. Por tabela, ganhei meu próprio programa de jazz na Tupi, fiz a “música ambiente” do edifício-sede da Petrobrás e a programação de bordo da Varig. 

Em 1984, ousei convida-lo para participar de um disco da cantora Yana Purim que eu estava produzindo. Bonfá aceitou e arrasou. No ano seguinte, levei George Benson (no Brasil para se apresentar no primeiro Rock in Rio) para um almoço na casa de Bonfá. Passaram a tarde toda tocando juntos, numa jam inacreditável. Como observou o guitarrista Gene Bertoncini: “Impressiona como Bonfá nunca utilizou gratuitamente seu virtuosismo. Ele tinha técnica de sobra para fazer solos velozes, mas preferia a expressividade do fraseado ao invés de partir para malabarismos ou perder-se em divagações”.

Depois que me mudei para a Barra da Tijuca – bairro onde Bonfá morou até o final da vida, em uma bela casa na Estrada Sorimã –, nossa amizade cresceu ainda mais. Foram treze anos de intenso convívio. Nos encontrávamos pelo menos duas vezes por semana. Bonfá, que tinha o hobby de colecionar carros antigos, gostava de mostrar a mim e a João Gilberto os reparos nos automóveis. Almoçávamos no Barra Shopping e depois Bonfá ia na minha casa para ouvir novas gravações de músicas dele. Lembro de como ficou particularmente emocionado ao ver um LaserDisc no qual John McLaughlin, Larry Coryell e Paco de Lucia tocavam, juntos, sua “Manhã de Carnaval”.

Até hoje guardo as fitas-cassete com as mensagens que ele deixava na minha secretária eletrônica. Um dia, em 1990, uma grande surpresa. Bonfá me convidou para produzir um disco que viria a ter o nome de “The Bonfá Magic”. Lançado mundialmente, despertou uma nova onda de interesse por sua obra. Todas as sessões de gravação realizadas no Rio – ao vivo no estúdio com os músicos Jota Moraes, Nilson Matta e Pascoal Meirelles – foram filmadas pelo cineasta Alberto Flaksman, a nós recomendado pela atriz Marcia Rodrigues, visando edição no formato LaserDisc no mercado japonês. Material preciosíssimo nunca lançado, devido a um desentendimento entre Flaksman e o produtor executivo Peter Klam.

Voltamos a gravar juntos várias vezes, inclusive quando concebi o álbum “Almost In Love – Ithamara Koorax Sings The Luiz Bonfá Songbook”, um best-seller no Japão, e primeiro disco lançado no Brasil pela internet, nos idos de 1995, com apoio do Jornal do Brasil. 

Aliás, fomos juntos, várias vezes, à Rádio JB (Av. Brasil 500), onde Bonfá concedeu entrevistas memoráveis a Luiz Carlos Saroldi e Mauricio Figueiredo. Chegávamos de surpresa, tarde da noite, e aquilo gerava um corre-corre danado nos estúdios da emissora. Quando eu trabalhava na TV Manchete, Bonfá gravou para o programa de Arthur Moreira Lima, “Um Toque de Classe”. Como cereja do bolo, Octávio Terceiro garantiu a presença de Milton Banana no acompanhamento em uma das músicas, “Uma Prece”.

Outra lembrança inesquecível: a tarde em que ele e João Donato (então meu vizinho de prédio) tocaram juntos por duas horas no apartamento de Donato, sem trocar uma palavra. Donato gravou tudo num cassete. No embalo, apresentei Bonfá ao roqueiro Lord K e eles fizeram três músicas. Para contrabalançar, Bonfá me apresentou a Carlos Barbosa-Lima e a Gaudencio Thiago de Mello. Na casa de Bonfá conheci também Cyll Farney, Bororó, Rubem Braga, Haroldo Costa e Emilio Santiago, além dos vizinhos Rubens Gerchman (que fez a primeira capa de “The Bonfá Magic”, por nós recusada) e Tunga.

Promovi seus primeiros encontros com McCoy Tyner (um jantar na minha casa, depois de Tyner homenagea-lo em seu show no Free Jazz Festival, em 1985), Sadao Watanabe, Larry Coryell e John McLaughlin, que o idolatravam. Acabou gravando com os três últimos, em discos de Ithamara Koorax. Sadao, ao encontra-lo no estúdio, se ajoelhou e disse: “I adore you for years!”. Fomos ao Metropolitan assistir a um show de Stanley Clarke, seu baixista no álbum “Jacarandá”, que remasterizamos juntos. 

Aliás, quando Marcelo D2 sampleou “Jacarandá” na música “Se Liga”, no disco “Os Cães Ladram Mas A Caravana Não Pára” do Planet Hemp, Bonfá chegou na minha casa preocupado, com a proposta enviada pela Sony Music. “Devo assinar ou vão achar que sou maconheiro?”, perguntou o mestre, que não bebia nem fumava. Aconselhei-o a dar a autorização. 

Volta e meia aparecia em shows de Ithamara Koorax e dava canjas que levavam o público ao delírio, como aconteceu no Teatro Rival, na Sala Funarte e no BNDES. Presenteei amigos com essas imagens (filmadas entre 1994 e 1998), que foram postadas no YouTube e logo retiradas pelos herdeiros.

Após a morte de Bonfá em Janeiro de 2001, produzi, para a BMG, as reedições oficiais em CD de discos antológicos como “Introspection” (considerado um dos melhores discos de violão-solo na história da música) e “The New Face of Bonfá”. Em todas as compilações produzidas por mim, para selos como Verve e Milestone, nunca deixei de incluir músicas compostas ou gravadas por Bonfá. 

Luiz Floriano Bonfá era um homem de muita sorte. Tanto que, na primeira festa a que compareceu em NY, em 1957, na casa do joalheiro Julius Glanzer – onde foi ouvido por Arthur Rubinstein, Yul Bryner, Bob Wagner e Natalie Wood, sob o testemunho de Zezinho Gueiros – terminou a noite com duas propostas de contrato. Uma do poderoso fundador da Atlantic, Neshui Ertegun, para imediatamente entrar em estúdio e gravar seu primeiro LP nos EUA, o instigante “Amor!”. Outra da cantora e atriz Mary Martin, para atuar como “special guest” numa longa turnê coast-to-coast que começaria dali a duas semanas. Ao término da excursão, em meados de 1958, Bonfá veio descansar no Rio e, por total acaso, acabou se transformando em peça-chave para o sucesso extraordinário de “Black Orpheus”.

O diretor Marcel Camus já estava quase encerrando as filmagens, mas permanecia insatisfeito com a trilha de Tom Jobim & Vinicius de Moraes originalmente preparada, em 1956, para a peça “Orfeu da Conceição”. Solicitou a Bonfá que escrevesse um novo “score”. Nosso herói argumentou que não teria tempo para compor a trilha inteira porque precisava retornar a NY. Camus tanto implorou que acabou convencendo Bonfá a lhe entregar duas músicas inéditas: “Manhã de Carnaval” e “Samba de Orfeu”, cujas letras inicialmente encomendadas ao amigo Rubem Braga – “arrume outro porque sou poeta, não tenho vocação para letrista de música” teria dito Rubem – acabaram nas mãos de outro craque, Antonio Maria.

O resultado todo mundo, no mundo todo, sabe. Tanto o filme como a trilha obtiveram estrondoso sucesso, faturando a Palma de Ouro em Cannes e o Oscar de melhor filme estrangeiro em 1959 - com a ajuda indiscutível das duas canções de Bonfá, que viraram standards instantaneamente, antecipando o estouro da bossa-nova. Durante o famoso concerto no Carnegie Hall, em 1962, Bonfá foi o único artista ovacionado e obrigado a bisar pela platéia. E não poderia ter sido diferente: apesar das presenças de nomes como Tom Jobim, João Gilberto e Sergio Mendes, a única música até então conhecida pelos americanos era “Manhã de Carnaval”. No dia seguinte, foi convidado a assinar com a Verve, então dirigida por Creed Taylor, que assistira ao concerto e viria a produzir os até hoje constantemente relançados “The Composer of Black Orpheus Plays and Sings Bossa Nova” (com arranjos de Lalo Schifrin) e “Jazz Samba Encore!” (ao lado de Stan Getz).

Na seqüência, Bonfá gravou para os selos Philips, Fontana, London e Mercury. Em 1967, um fenômeno: apesar do retumbante fracasso comercial do filme “The Gentle Rain”, a trilha sonora composta por Bonfá, e gravada (mas nunca lançada) no Brasil com orquestrações de um jovem de 25 anos chamado Eumir Deodato, alcançou enorme sucesso. O LP virou objeto de culto entre os jazzmen americanos, que não demoraram a transformar a canção-título em “jazz standard”, contabilizando centenas de gravações – inclusive por Tony Bennett, responsável pela definitiva popularização da música. Outro tema da trilha, “Non-Stop to Brazil”, também virou hit, na voz de Astrud Gilberto.

Quando Bonfá recebeu irrecusável proposta para assinar com a Dot Records, subsidiária da Paramount, em 1968, exigiu levar um arranjador brasileiro para trabalhar nos discos. Bonfá contava que ficara em dúvida entre Luiz Eça, já famoso e muito ocupado com o Tamba, e Deodato, que o deixara muito bem impressionado não apenas durante a gravação de “The Gentle Rain” mas também no arranjo, em 1966, para “Dia das Rosas” (canção de Bonfá e sua talentosíssima esposa Maria Helena Toledo, grande cantor e compositora), finalista no I Festival Internacional da Canção (FIC), na voz de Maysa. Foi uma boa fase para Luiz, e melhor ainda para Eumir, logo apresentado à Creed Taylor, que o chamou para trabalhar com Astrud, Wes Montgomery e muitos outros, numa associação que mais tarde renderia, em 1973, cinco milhões de discos vendidos de “Also Sprach Zarathustra/2001”.

Durante o período na Dot, Bonfá ampliou sua popularidade como intérprete, gravando quatro discos que misturavam composições próprias com sucessos pop da época, de autores tipo Paul Simon (“Mrs. Robinson”) e Burt Bacharach (“Do You Know Then Way to San Jose?”). Sempre generoso, dava um jeito de encaixar temas inéditos de amigos como Pingarilho & Marcos Vasconcellos (“Afternoon’s Wind”). Eumir fez todos os arranjos para os dois primeiros discos na Dot. Nos dois últimos, dividiu a tarefa com Nick Perito (o favorito de Perry Como) e Arnold Goland (maestro de Shirley Bassey). A parceria Bonfá-Deodato rendeu ainda um disco-solo de Maria Toledo (“Sings the Best of Luiz Bonfá”, para a United Artists) e outro com a dupla Steve Lawrence & Eydie Gormé (“Steve & Eydie, Bonfá & Brazil”, para a Columbia).

Ao assinar com a RCA, entretanto, Bonfá fez diferentes exigências contratuais: poderia escolher não apenas os arranjadores, como também os produtores. Mais: gravaria somente composições próprias. Tudo acertado, surpreendeu os diretores da companhia ao comunicar que embarcaria para gravar, no Brasil, as bases do disco de estréia na nova companhia. “Para que gravar na selva, se os melhores estúdios e músicos estão à disposição nos EUA?”, perguntava-se, atarantado, o diretor artístico Chet Atkins. Porque Bonfá andava em busca de novas sonoridades, queria trabalhar sobre outros ritmos brasileiros além da bossa-nova. E assim, cheio de gás, rumou para o Rio de Janeiro em março de 1970. Como a RCA estava sem estúdio no Rio naquela época (“os estúdios antigos, lá perto da Central do Brasil, haviam sido desativados, e os da Barata Ribeiro só começariam a funcionar em 74”, relembra Luigi Hoffer), precisou alugar o Áudio Studio B, de um velho amigo, o músico Bill Horne, craque do mellophone.

“Eu conhecera o Bonfá em 62, porque tive o privilégio de assistir ao concerto de bossa nova no Carnegie Hall”, revelou Bill. “Depois voltamos a nos encontrar em NY uns dois anos mais tarde, quando fui assistir um show dele com a Maria Helena no Village Gate. Viramos a noite conversando numa pizzaria lá no Greenwich Village, porque o Luiz era bom de papo”. Em 1970, Bill possuía um um dos poucos estúdios no Rio a contar com uma mesa de quatro canais. Ficava na Rua Anita Garibaldi, em Copacabana, onde Bonfá desembarcou cheio de idéias, com dezenas de temas inéditos. “Ele me avisou que pretendia levar a fita de meia-polegada para New York, onde iria fazer as complementações no estúdio de oito canais da RCA americana”, detalhou Bill Horn. “Era uma atitude ousada, não lembro de ninguém que tivesse feito algo semelhante naquela época”. Nascia, assim, “The New Face Of Bonfá”, seguido por “Sanctuary”, “Introspection”, “Jacarandá” e “Manhattan Strut”.

Em 1974, após dividir o palco com os pianistas Dave Brubeck & Ramsey Lewis num concerto em Washington, Luiz decidiu diminuir o ritmo de trabalho. Optou por passar a maior parte do tempo no Brasil, viajando aos EUA apenas uma vez por ano, para não perder o green-card. Excursionou pela Europa em 1976, pela Austrália em 1978 ao lado de Don Burrows, fez temporada sold-out no clube de jazz Fat Tuesday’s em 1987 (adivinhem quem fez o roteiro?), compôs a trilha para o filme “Prisoner of Rio” (sobre a vida de Ronald Biggs) em 1989, gravou com Toots Thielemans em 1992, armou a inusitada parceria com Lord K em 1993, passou a trabalhar com Ithamara Koorax a partir do ano seguinte, e retomou a colaboração com Dom Um Romão em 1998.

Foi sampleado não apenas pelo Planet Hemp como também pelo Smoke City (com “Bahia Soul” transmutada em “Underwater Love”), e por dezenas de artistas da geração hip-hop. Inclusive novamente por Marcelo D2 (o balanço arrepiante de “Bonfá Nova” serviu como base para “À Procura da Batida Perfeita”), Gotye (quando “Seville” virou “Somebody That I Used To Know”) e pelo lendário J. Dilla (com “Saudade Vem Correndo” transformada no mega-sucesso “Runnin’” via The Pharcyde). Esta última se tornou um clássico do hip-hop e foi incluída em várias trilhas de filmes.

Por essas e outras, o mundo irá eternamente reverenciar o seu talento.

Friday, January 8, 2021

"A História do Sucesso Mundial dos Músicos Brasileiros", por Arnaldo DeSouteiro no SESC-SP

"A História do Sucesso Mundial dos Músicos Brasileiros" Agora em Janeiro, no SESC SP. 
Últimas vagas! Inscrições clicando no link:

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Sunday, January 3, 2021

The 42nd Annual Jazz Station Awards / The Best Jazz of 2020

42ª Edição do Prêmio Jazz Station! Os melhores do jazz em 2020!
The complete results of the 42nd Jazz Station Awards!
Os resultados da 42ª edição do Prêmio Jazz Station!

These are the complete results of the 42nd Annual Jazz Station Awards conducted by jazz journalist, record producer, jazz historian & jazz educator Arnaldo DeSouteiro. Mr. DeSouteiro is a voting member of NARAS-Grammy, as well as of the Jazz Journalists Association and the Los Angeles Jazz Society. He has produced over 830 sessions, according to the All Music Guide website. For more details and a small bio, please check
https://jazzstation-oblogdearnaldodesouteiros.blogspot.com/2020/09/arnaldo-desouteiro-2020-bio.html

Ron Carter, Marc Copland, Steve Gadd, John McLaughlin, Raul de Souza, Carla Bley and Steve Swallow are among the top artists of the year.

Only albums recorded or released in 2020 were eligible.
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O Prêmio Jazz Station - criado em 1979 por Arnaldo DeSouteiro, jornalista, historiador e produtor brasileiro - chega ao 42º ano, contemplando os artistas que mais se dedicaram no panorama jazzístico internacional em todo o mundo. Membro votante do Grammy, da Jazz Journalists Association e da Los Angeles Jazz Society, entre outras instituições, DeSouteiro já produziu mais de 830 sessões de gravação, segundo contabilizado pelo site All Music Guide.

Além de dono da gravadora JSR e da empresa Jazz Station Marketing & Consulting, Arnaldo DeSouteiro traz no curriculo trabalhos para selos como Verve, Milestone, Sony e CTI, além de roteiros para shows e especiais de TV de João Gilberto, Antonio Carlos Jobim, Luiz Bonfá, Dizzy Gillespie, Tony Bennett, Chuck Mangione, Bjork, Eumir Deodato, Diana Krall, João Donato, Doris Monteiro e Wanda Sá, sendo também convidado frequentemente para atuar como parecerista e realizar curadoria em empresas privadas, instituições governamentais e festivais de jazz nos EUA, Brasil, Europa e Ásia, além de professor convidado em universidades.

Ron Carter, Marc Copland, Steve Gadd, John McLaughlin, Raul de Souza, Carla Bley e Steve Swallow estão entre os artistas que brilharam em 2020.

Atendendo aos pedidos dos leitores, que desde 1979 acompanham essa votação, incluímos – após os nomes de todos os colocados em cada categoria – os títulos dos trabalhos pelo quais os artistas foram avaliados. 

Para variar, foram necessárias várias semanas para a preparação de todas estas listas, reouvindo os discos, checando fichas técnicas e, às vezes, reavaliando opiniões. Tudo isso com o objetivo de fornecer o mais fiel possível retrato do cenário jazzístico em 2020, a partir de bases reais de análise.

O que significa, por exemplo, que artistas que não lançaram novos trabalhos este ano, seja como líderes ou sidemen, tornaram-se, por mais geniais que sejam, automaticamente inelegíveis.

Vários discos premiados em 2020, com atraso, pelas revistas especializadas, não aparecem na nossa lista por uma simples razão: constaram da relação de 2019.
Aí estão os resultados completos:
Acoustic Piano: 1. Marc Copland (“And I Love Her” – Illusions Mirage); 2. Chick Corea (“Trilogy 2” and “Plays” - Stretch); 3. Gonzalo Rubalcaba (“Viento Y Tiempo – Live At Blue Note Tokyo” w/ Aymée Nuviola –Top Stop Music/Sony Music Latin); 4. Christian Tumalan (“Mayan Suite” w/ Brian Andres Trio Latino – Bacalao); 5. Danilo Perez (“Secrets Are The Best Stories” w/ Kurt Elling – Edition); 6. Fred Hersch (“Songs From Home” – Palmetto); 7. Gerald Clayton (“Happening: Live at Village Vanguard” – Blue Note); 8. Carla Bley (“Life Goes On” – ECM); 9. Dick Hyman (“Counterpoint” w/Ken Peplowski – Arbors); 10. Hal Galper (“The Zone – Live At The Yardbird Suite” – Origin); 11. Martial Solal (“Masters In Paris” w/ Dave Liebman – Sunnyside); 12. Fima Chupakhin (“Water” – self release); 13. Sam Hirsh (“Quite Frankly – Introducing Sam Hirsh” – Umadas Music); 14. Mike Bond (“The Honorable Ones” – Bounce Castle)
Electric Piano: 1. Shedrick Mitchell (“My Left Hand Man - A Tribute To Mulgrew Miller” w/ Richie Goods & The Goods Project – self release); 2. Adam Shulman (“Fire In My Head – The Anxiety Suite” w/ The Ian Carey Quintet + 1 – Slow & Steady); 3. Daniel Grajew (“Watershed” w/ John Stein – Whaling City Sound); 4. Lawrence Fields (“Axiom” w/ Christian Scott – Ropeadope); 5. Paul Shaffer (“Smile” w/ Bill Warfield and the Hell’s Kitchen Funk Orchestra” – Planet Arts)

Organ: 1. Rhoda Scott (“Movin’ Blues” – Sunset); 2. Brian Charette (“Four” w/ Ronnie Cuber – SteepleChase); 3. Joey DeFrancesco (“For Jimmy, Wes And Oliver” w/ Christian McBride Big Band – Mack Avenue); 4. Shedrick Mitchell (“The Path” w/ Chien Chien Lu – self release); 5. Sam Yahel (“Incontre” w/ Massimo Biocalti - Sounderscore); 6. Paul Shaffer (“Smile” w/ Bill Warfield and the Hell’s Kitchen Funk Orchestra” – Planet Arts)
Keyboards: 1. Jeff Lorber (“Eleven” w/ Mike Stern – Concord); 2. Aaron Parks (“Waiting Game” w/ Terry Lyne Carrington + Social Science – Motema); 3. Ståle Storløkken (“Conspiracy” w/ Terje Rypdal – ECM); 4. Robert Glasper (“Fuck Yo Feelings” – Loma Vista)
Acoustic Bass: 1. Ron Carter (“Foursight – Stockholm Vol. 1” – IN+Out); 2. Richie Goods (“My Left Hand Man – A Tribute To Mulgrew Miller” – self release); 3. Drew Gress (“And I Love Her” w/ Marc Copland – Illusions Mirage); 4. Christian McBride (“RoundAgain” w/ Joshua Redman – Nonesuch and “For Jimmy, Wes And Oliver” w/ Christian McBride Big Band – Mack Avenue); 5. Frank Herzberg (“Watershes” w/ John Stein – Whaling City Sound); 6. Aaron Germain (“Mayan Suite” w/ Brian Andres Trio Latino – Bacalao); 7. Ulf Radelius (“Soft Winds Trio” w/ Ake Nordin – AdOpen); 8. John Patitucci (“Sadao 2019 Live At Blue Note Tokyo” w/ Sadao Watanabe – JVC); 9. Dave Holland (“Without Deception” w/ Kenny Barron & Jonathan Butler – Dare 2); 10. Jeff Johnson (“The Zone” w/ Hal Galper Trio)
Electric Bass: 1. Steve Swallow (“Life Goes On” w/ Carla Bley & Andy Sheppard – ECM and "Swallow Tales" w/ John Scofield & Bill Stewart - ECM); 2. Mark Egan (“Electric Blue” w/ Danny Gottlieb – Wavetone); 3. Aaron Germain (“Mayan Suite” w/ Brian Andres Trio Latino – Bacalao); 4. Richie Goods (“My Left Hand Man” – self release); 5. Endre Hareide Hallre (“Conspiracy” w/ Terje Rypdal – ECM)
Drums: 1. Steve Gadd (“Sadao 2019 Live At Blue Note Tokyo” w/ Sadao Watanabe – JVC); 2. Zé Eduardo Nazario (“Watershed” w/ John Stein – Whaling City Sound); 3. Ralph Peterson (“Onward & Upward” – Onyx Music); 4. Brian Andres (“Mayan Suite” – Bacalao); 5. Lil John Roberts (“My Left Hand Man” w/ Richie Goods & The Goods Project” – self release); 6. Danny Gottlieb (“Electric Blue” w/ Mark Egan – Wavetone); 7. Joey Baron (“And I Love Her” w/ Marc Copland – Illusions Mirage); 8. Bill Stewart (“Swallow Tales” w/ Steve Swallow & John Scofield – ECM); 9. Mauricio Zottarelli (“Night Kisses – A Tribute To Ivan Lins” w/ Eddie Daniels – Resonance); 10. Antonio Sanchez (“From This Place” w/ Pat Metheny – Nonesuch); 11. Jack DeJohnette (“Home With You, At Last” w/ Adam Niewood – SteepleChase); 12. Adam Nussbaum (“Four” w/ Ronnie Cuber – SteepleChase); 13. Jon Christensen (“Nocturnal Animals” – Yelena Eckemoff – L&H); 14. Terri Lyne Carrington (“Waiting Game” – Motema); 15. Brian Blade (“RoundAgain” w/ Joshua Redman – Nonesuch)
Percussion: 1. Airto Moreira (“Curitiba 58” w/ Raul de Souza – Gramofone); 2. Munyungo Jackson (“Bridge To Infinity” w/ Karina Corradini – self release); 3. Luis Conte (“From This Place” w/ Pat Metheny – Nonesuch); 4. Poncho Sanchez (“Trane’s Delight” – Concord Picante); 5. Brian Kilgore (“The Planets: Reimagined” w/ Jeremy Levy Jazz Orchestra); 6. Lenny Castro (“Solid” w/ Boney James – Concord)
Vibes/Marimba: 1. André Juarez (“Azul” – Pôr do Som); 2. Chien Chien Lu (“The Path” – self release); 3. Joe Locke (“The Latin Jazz Project” w/ Spanish Harlem Orchestra); 4. Warren Wolf (“Reincarnation” – Mack Avenue); 5. David Friedman (“Flight” – Malletmuse); 6. Gary Burton (“Flying High... At the Heart of It 1” w/ Sandro Norton – Jazz Cinema); 7. Mike Mainieri (“Trunks” w/ Bendik Hofseth – C+C); 8. Steve Nelson (“Dearly Beloved” w/ Naama Gheber – Cellar Music); 9. Monte Croft (“Love Letter” w/ Jimmy Heath – Verve)

Miscellaneous:  
Harmonica - Hendrik Meurkens (“Manhattan Samba” – self release) 
Harp - Riza Printup (“Gentle Rain” w/ Marcus Printup – SteepleChase)
Violin - Regina Carter (“Swing States: Harmony In The Battleground” - Tiger Turn/eOne)
Guitar: 1. John McLaughlin (“Is That So?” – Abstract Logix); 2. Pat Metheny (“From This Place” – Nonesuch); 3. Al DiMeola (“Across The Universe” – Ear Music); 4. John Stein (“Watershed” – Whaling City Sound); 5. BG Sahlin (“Soft Winds Trio” w/ Ake Nordin – AdOpen); 6. John Scofield (“Swallow Tales” w/ Steve Swallow & Bill Stewart - ECM); 7. Mark Whitfield  (“For Jimmy, Wes And Oliver” w/ Christian McBride Big Band – Mack Avenue); 8. Mike Stern (“Eleven” w/ Jeff Lorber – Concord); 9. Terje Rypdal (“Conspiracy” – ECM); 10. Anders Chico Lindvall (“Elevate” w/ Anders Bergcrantz – Whaling City Sound); 11. Peter Bernstein (“What Comes Next” – Smoke Session); 12.  Pete McCann (“The Monk Project” w/ Dan Willis And Velvet Gentlemen – Belle Avenue)
Flute: 1. Elena Pinderhughes (“Axiom” w/ Christian Scott  aTunde Adjuah– Ropeadope); 2. Hubert Laws (“Monk’estra Plays John Beasley” – Mack Evenue); 3. Teco Cardoso (“Watershed” w/ John Stein – Whaling City Sound); 4. Andrea Brachfeld (“Brazilian Whispers” - Origin); 5. Katchie Cartwright (“Rainy Afternoon” – Harriton Carved Wax); 6. Magnus Lindgren (“Chet Baker Land” w/ Sigurd & Brundin – PB7); 7. Nicole Mitchell (“EarthSeed” – FPE); 8. Rebecca Kleinman (“The Reverie Suite” w/ Euphoria Station – Reverie Suite)
Clarinet: 1. Eddie Daniels (“Night Kisses – A Tribute To Ivan Lins” (Resonance); 2. Ken Peplowski (“Counterpoint” w/ Dick Hyman - Arbors); 3. Anat Cohen (“Triple Helix” – Anzic); 4. Magnus Lindgren (“Chet Baker Land” w/ Sigurd & Brundin – PB7)
Trumpet: 1. Anders Bergrcrantz (“Elevate” – Vanguard Music Boulevard); 2. Shunzo Ohno (“Runner” - Pulsebeats); 3. Marcus Printup (“Gentle Rain” – SteepleChase); 4. Claudio Roditi (“Light Blue” w/ Julien Hucq – Early Bird); 5. Ian Carey (“Fire In My Head – The Anxiety Suite” – Slow & Steady); 6. Marvin Stamm (“Live at Maureen’s Jazz Cellar” – self releae); 7. Franco Ambrosetti (“Long Waves” – Unit); 8. Christian Scott aTunde Adjuah (“Axiom” – Ropeadope); 9. Brian Lynch (“Onward & Upward” w/ Ralph Peterson & The Messenger Legacy – Onyx Music); 10. John Eckert (“Smile” w/ Bill Warfield and the Hell’s Kitchen Funk Orchestra); 11. Nicholas Payton (“Relaxin’ with Nick” – Smoke Sessions); 12. Tom Harrell (“Common Practice” w/ Ethan Iverson Quartet – ECM); 13. Eddie Henderson (“Shuffle And Deal” – Smoke Sessions); 14. Jeremy Pelt (“The Path” w/ Chien Chien Lu – self release); 15. Josh Evans (“Water” w/ Fima Chupakhin – self release)
Flugelhorn: 1. Franco Ambrosetti (“Long Waves” – Unit); 2. Christian Scott aTunde Adjuah (“Axiom” – Ropeadope); 3. Scott Wendholt (“Into The Shadows” w/ John Fedchock Sextet – Summit)  4. John Daversa (“Swing States: Harmony In The Battleground” w/ Regina Carter Freedom Band - Tiger Turn/eOne); 5. Quentin Collins (“A Day In The Life” – Chasing The Dragon)
Trombone: 1. Raul de Souza (“Curitiba 58” – Gramofone); 2. Nils Wogram (“Bright Lights” – Nwog); 3. Delfeayo Marsalis (“Jazz Party” – Troubador Jazz); 4. Papo Vázquez (“Chapter 10: Breaking Cover” - Picaro); 5. Mariel Bildsten (“Backbone” – Outside In); 6. John Fedchock (“Into The Shadows” – Summit)
Soprano Sax: 1. Dave Liebman (“The Rise Up” w/ Mehmet Ali Sanlikol & Whatsnext? – Dunya); 2. Jimmy Heath (“Love Letter” – Verve); 3. Jan Garbarek (“Remember Me, My Dear” – ECM); 4. Teco Cardoso (“Watershed” w/ John Stein – Whaling City Sound); 5. Andy Sheppard (“Life Goes On” w/ Carla Bley & Steve Swallow – ECM); 6. Lou Marini (“Smile” w/ Bill Warfield and the Hell’s Kitchen Funk Orchestra – Planet Arts); 7. Joshua Redman (“RoundAgain” – Nonesuch); 8. Steve Wilson (“The Honorable Ones” w/ Mike Bond – Bounce Castle); 9. Kazuhiko Kondo (“Viento Y Tiempo – Live At Blue Note Tokyo” w/ Gonzalo Rubalcaba & Aymée Nuviola – Top Stop Music/Sony Music Latin); 10. Benjamin Boone (“Joy” w/ The Ghana Jazz Collective – Origin); 11. Dan Willis (“The Monk Project” – Belle Avenue)
Alto Sax: 1. Julien Hucq (“Light Blue” – Early Bird); 2. Lee Koniz (“Old Songs New” – Sunnyside); 3. Benjamin Boone (“Joy” w/ The Ghana Jazz Collective – Origin); 4. T.K. Blue (“Deep Blue Love” w/ Sarah Thorpe); 5. Kasey Knudsen (“Fire In My Head – The Anxiety Suite” w/ The Ian Carey Quintet + 1 – Slow & Steady); 6. Teco Cardoso (“Watershed” w/ John Stein – Whaling City Sound); 7. Donald Harrison (“Shuffle And Deal” w/ Eddie Henderson – Smoke Session); 8. Miguel Zenón (“Sonero – The Music of Ismael Rivera” – Miel Music); 9. Bobby Watson (“Keepin’ It Real” – Smoke Sessions); 10. Jim Snidero (“Project-K” – Savant); 11. Sadao Watanabe (“Sadao 2019 Live At Blue note Tokyo” – JVC); 12. Michael Sachs (“Unraveled” w/ Aubrey Johnson – Outside In Music); 13. Yainer Horta (“Viento Y Tiempo – Live At Blue Note Tokyo” w/ Gonzalo Rubalcaba & Aymée Nuviola – Top Stop Music/Sony Music Latin)
Tenor Sax: 1. Ake Nordin (“Soft Winds Trio” – AdOpen); 2. Jimmy Heath (“Love Letter” – Verve); 3. Eric Alexander (“With Strings” – HighNote); 4. Dave Liebman (“Masters In Paris” w/ Martial Solal – Sunnyside); 5. Andy Sheppard (“Life Goes On” w/ Carla Bley & Steve Swallow – ECM); 6. Bernard Ayisa (“Joy” w/ Benjamin Boone and The Ghana Jazz Collective – Joy); 7. Joshua Redman (“RoundAgain” – Nonesuch); 8. Ralph Moore (“Quite Frankly” w/ Sam Hirsh – Umadas Music); 9. Charles Lloyd (“8: Kindred Spirits Live From The Lobero Theater” – Blue Note); 10. Sergey Avanesov (“Water” w/ Fima Chupakhin – self-release); 11. Dan Willis (“The Monk Project” – Belle Avenue)
Baritone Sax: 1. Ronnie Cuber (“Four” – SteepleChase); 2. Gary Smulyan (“Our Contrafacts” – SteepleChase); 3. Alex Harding (“Dark Blue” w/ Lucian Ban – Sunnyside); 4. Dan Willis (“The Monk Project” – Belle Avenue)
Male Singer: 1. Kurt Elling (“Secrets Are The Best Stories” - Edition); 2. JD Walter (“Dressed In A Song” - JWAL); 3. Gregory Porter (“All Rise” – Blue Note); 4. John Minnock (“Herring Cove” – Dot Time); 5. Jan Sigurd (“Chet Baker Land” w/ Sigurd & Brundin – PB7); 6. José James (“No Beginning No End 2” – Rainbow Blonde); 7. Vuyo Sotashe (“Water” w/ Fima Chupakhin – self release)
Female Singer: 1. Iris Bergcrantz (“Young Dreams” – Vanguard Music Boulevard); 2. Diana Krall (“This Dream Of You” – Verve); 3. Lauren Henderson (“The Songbook Session” – Brontosaurus); 4. Karina Corradini (“Bridge To Infinity – Tribute to Zane Musa” – self release); 5. Sarah Thorpe (“Deep Blue Love” – Dot Time); 6. Robin McKelle (“Alterations” – Doxie/Membran); 7. Aubrey Johnson (“Unraveled” – Outside In Music); 8. Thana Alexa (“ONA” – self-release); 9. Carmen Lundy (“Modern Ancestors” - Afrasia); 10. Naama Gheber (“Dearly Beloved” – Cellar Music); 11. Anna-Lena Brundin (“Chet Baker Land” w/ Sigurd & Brundin – PB7); 12. Cécile McLorin Salvant (“Love Letter” w/ Jimmy Heath – Verve); 13. Laura Benanti (“Laura Benanti” – Sony)
Vocal Group: Akervinda ("Förgänglighet" - Vanguard Music Boulevard)
Instrumental Group: 1. Ralph Peterson & The Messenger Legacy (“Onward & Upward” – Onyx Music); 2. Richie Goods & The Goods Project (“My Left Hand Man – A Tribute To Mulgrew Miller”); 3. Brian Andres Trio Latino (“Mayan Suite” – Bacalao); 4. The Ian Carey Quintet + 1 (“Fire In My Head – The Anxiety Suite” – Slow & Steady); 5. Ghana Jazz Collective (“Joy” w/ Benjamin Boone – Origin); 6. Terri Lyne Carrington + Social Science (“Waiting Game” – Motema)
Big Band/Jazz Orchestra: 1. Spanish Harlem Orchestra (“The Latin Jazz Project” – ArtistShare); 2. Pacific Mambo Orchestra (“The III Side” - Pacfic Mambo); 3. Christian McBride Big Band (“For Jimmy, Wes And Oliver” – Mack Avenue); 4. Bill Warfield and the Hell’s Kitchen Funk Orchestra (“Smile”); 5. Monk’estra (“Plays John Beasley” – Mack Avenue); 6. Jeremy Levy Jazz Orchestra (“The Planets – Reimagined” – OA2); 7. Maria Schneider Orchestra (“Data Lords” - ArtistShare); 8. The DIVA Jazz Orchestra (“DIVA + The Boys” – MCG Jazz); 9. Orrin Evans And The Captain Black Big Band (“The Intangible Between” – Smoke Sessions)
Composer: 1. Shunzo Ohno (“Runner” – Pulsebeats); 2. Carla Bley (“Life Goes On” – ECM); 3. Steve Swallow (“Swallow Tales” – ECM); 4. Fima Chupakhin (“Water” – self-release); 5. Ian Carey (“Fire In My Head – The Anxiety Suite” - Slow & Steady); 6. Mehmet Ali Sanlikol (“The Rise Up: Stories of Strike, Struggle and Inspiration” – Dunya); 7. Chien Chien Lu (“The Path” – self release); 8. Tony Corman/Laura Klein (“Summer Dusk: Studio Sessions” w/ Fiveplay Jazz Quintet); 9. Anders Bergcrantz (“Elevate” – Vanguard Music Boulevard); 10. Yelena Eckemoff (“Nocturnal Animals” – L&H)
Arranger: 1. Anna-Lena Laurin (“Fountain of Youth” – track from “Elevate” w/ Anders Bergcrantz); 2. Bill Warfield (“Smile” – Planet Arts); 3. John Beasley (“Monk’estra Plays John Beasley” – Mack Avenue); 4. Jeremy Levy (“The Planets: Reimagined” – OA2); 5. Dave Rivello (“Eric Alexander With Strings” – HighNote); 6. Tony Corman (“Summer Dusk: Studio Sessions” w/ Fiveplay Jazz Quintet – Auraline); 7. Alan Broadbent/Gil Goldstein (“From This Place” w/ Pat Metheny – Nonesuch)
Engineer: 1. Kostadin Kamcev/Doug Beavers/David Darlington (“The Latin Jazz Project” w/ Spanish Harlem Orchestra – ArtistShare); 2. Paulo Aredes Oliveira/Vitor Gomes/Frank Herzberg/Steve Rizzo/John Nailloux ("Watershed" w/ John Stein - Whaling City Sound); 3. Gabriel Shepard/Greg Landau (“Mayan Suite” w/ Brian Andres Trio Latino – Bacalao); 4. Alex Conroy (“The Path” w/ Chien Chien Lu – self-release);  5. Scott Petito/Paul Wickliffe (“Home With You, At Last” w/ Adam Niewood – SteepleChase)

Cover Artwork: 1. Mary Ann Rossoni ("Watershed" w/ John Stein - Whaling City Sound); 2. Jhonatan González Sandoval (“The Latin Jazz Project” w/ Spanish Harlem Orchestra – ArtistShare); 3. Miriam Castillo/Justin Brettman (“ONA” w/ Thana Alexa – self release); 4. Javier Cabanillas (“Mayan Suite” w/ Brian Andres Trio Latino – Bacalao); 5. Nicole Wang (“The Path” w/ Chien Chien Lu); 6. Andrex Almeida (“Azul” w/ André Juarez – Pôr do Som); 7. Ella Ponizovsky Bergelson ("Young Dreams" w/ Iris Bergcrantz - Vanguard Music Coulevard); 8. Wiz Kudowor/John Bishop (“Joy” w/ Benjamin Boone with The Ghana Jazz Collective – Origin); 9. Cem Eskinazi (“The Rise Up” w/ Mehmet Ali Sanlikol & Whatsnext? – Dunya)
New Talent: Chien Chien Lu – vibraphone/marimba/composer (“The Path” – self release); Fima Chupakhin – piano/composer/arranger (“Water” – self-release)

Top Instrumental Jazz Albums
John Stein: “Watershed” (Whaling City Sound)
Marc Copland: “And I Love Her” (Illusions Mirage)
Ralph Peterson & The Messenger Legacy: “Onward & Upward” (Onyx Music)
Richie Goods & The Goods Project: “My Left Hand Man – A Tribute To Mulgrew Miller” ( self release)
Anders Bergcrantz: "Elevate" (Vanguard Music Boulevard)
Shunzo Ohno: “Runner” (Pulsebeats)
Spanish Harlem Orchestra: “The Latin Jazz Project” (ArtistShare)
Pacific Mambo Orchestra: “The III Side” (Pacific Mambo)
Chien Chien Lu: “The Path” (self-release)
Ake Nordin: “Soft Winds Trio” (AdOpen)
Riza Printup & Marcus Printup: “Gentle Rain” (SteepleChase)
André Juarez: "Azul" (Pôr do Som)
Carla Bley, Steve Swallow & Andy Sheppard: “Life Goes On” (ECM)
John Scofield, Steve Swallow & Bill Stewart: “Swallow Tales” (ECM)
Chick Corea: “Plays” (Stretch)
Jimmy Heath: “Love Letter” (Verve)
Fima Chupakhin: “Water” (self-release)
The Ian Carey Quintet + 1: “Fire In My Head – The Anxiety Suite” (Slow & Steady)
Bill Warfield and the Hell’s Kitchen Funk Orchestra: “Smile” (Planet Arts)
Julien Hucq: “Light Blue” (Early Bird)
Mehmet Ali Sanlikol & Whatsnext? Featuring Dave Liebman: “The Rise Up: Stories of Strike, Struggle and Inspiration” (Dünya)
Fiveplay Jazz Quintet: “Summer Dusk: Studio Sessions” (Auraline)
César Orozco & Kamarata Jazz: “Rooted Forward” (selfrelease)
Yelena Eckemoff: “Nocturnal Animals” (L&H)

Top Vocal Jazz Albums
Iris Bergcrantz: “Young Dreams” (Vanguard Music Boulevard)
Lauren Henderson: “The Songbook Session” (Brontosaurus)
Karina Corradini: “Bridge To Infinity – Tribute To Zane Musa” (self-release)
Sigurd & Brundin: “Chet Baker Land” (PB7)
Sarah Thorpe: “Deep Blue Love” (Dot Time)
Aubrey Johnson: “Unraveled” (Outside In Music)
Aymée Nuviola & Gonzalo Rubalcaba: “Viento Y Tiempo – Live At Blue Note Tokyo” (Top Stop Music/Sony Music)
Kurt Elling: “Secrets Are The Best Stories” (Edition)
Robin McKeele: “Alterations” (Doxie/Membran)
Naama Gheber: “Dearly Beloved” (Cellar Music)
Thana Alexa: “ONA” (self-release)
JD Walter: “Dressed In A Song” (JWAL)

Top Historical Albums/Special Projects/Reissues 
The Brecker Brothers: “Live And Unreleased” (Piloo)
Paul Desmond: "The Complete 1975 Toronto Recordings" (Mosaic) 
Bill Evans: "Live At Ronnie Scott’s” (Resonance)
Charles Mingus: “Mingus @ Bremen 1964 & 1975” (Sunnyside)
Sonny Rollins: “Rollins In Holland” (Resonance)
Buddy Rich: “Just In Time” (Gearbox)
Dave Brubeck: "Time OutTakes - Previously Unreleased Takes From The Original 1959 Sessions" (Brubeck Editions)
Nexus: “In Montreal” (AdOpen)
Norma Winstone & John Taylor: “In Concert” (Sunnyside)
Mal Waldron: “Free At Last” (ECM)
Ella Fitzgerald: “The Complete Piano Duets” (Verve)
Fred Hersch Trio: “10 Years/6 Discs” (Palmetto)
Art Blakey & The Jazz Messengers: "Just Coolin’" (Blue Note)
Lennie Tristano: "The Duo Sessions" (Dot Time)
Nina Simone: "Fodder On My Wings" (Verve)
Thelonious Monk: "Palo Alto" (Verve)
Horace Tapscott Quintet: "The Giant Is Awakened" (Real Gone)
In Memoriam to
Aecio Flavio, Marcelo Salazar, Mario Castro-Neves, Claudio Roditi, Jimmy Heath, Mike Longo, Rubens Barsotti, Marcos Resende, Claudia Telles, Julian Lee, Johnny Mandel, Wallace Rooney, Jimmy Cobb, McCoy Tyner, Lee Konitz, Lyle Mays, Richie Cole, Gary Peacock, Annie Ross, Joe Porcaro, Steve Grossman, Claude Bolling, Bucky Pizzarelli, Janet Grice, Mark Colby, Bonnie Pointer, Rafael Cruz, Andy Gozales, Ennio Morricone, Julian Bream, Bill Withers, Freddy Cole, Manu Dibango, Onaje Allan Gumbs, Charli Persip, Eugene Wright, Cleveland Eaton, Stanley Cowell, Henry Grimes, Candido Camero, Ellis Marsalis, Ryo Kawasaki, Ray Mantilla, Jymie Merritt, Viola Smith, Ed Xiques, Frank Kimbrough, Jeff Clayton, Gerson King Combo, Armando Manzanero, Pamela Hutchinson, Betty Wright, Toni Smith, Eric Weissberg, Joe Segal, Hal Willner, Bruce Swedin, Don Heckman, Stanley Crouch, Alan Merrill, Ronald Bell (aka Khalis Bayyan), Ian Finkel, Lucky Peterson, Bohannon, D.J. Rogers, Phyllis McGuire, Krzysztof Penderecki.