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Wednesday, June 18, 2008

Blu-ray of the Day - "Santana: Hymns for Peace"


Blu-ray of the Day
Santana: "Hymns for Peace" (EagleVision/ST2) 2008
One of the best DVDs released in 2007 now becomes one of the best Blu-ray Disc releases in 2008, thanks to this "perfected" issue.
Recorded live at the Montreux Festival, on July 15, 2004, the great musical content originally included in 2 DVDs now appears in a single Blu-ray Disc (180m approx.) with a 1080i High Definition Widescreen 16x9 and Dolby Digital 5.1/DTS DH High Resolution audio configuration.
More details about the music program can be found here:

http://jazzstation-oblogdearnaldodesouteiros.blogspot.com/search?q=%22HYmns+for+Peace%22

Friday, October 1, 2010

Blu-ray of the Month - "Santana: Hymns for Peace"

Blu-ray of the Month
Santana: "Hymns For Peace" (Eagle Vision/ST2)

Monday, July 2, 2007

Santana, um ser iluminado em Montreux



Santana, um ser iluminado em Montreux
O guitarrista mexicano brilha em DVDs ao lado de feras do jazz e do blues
Arnaldo DeSouteiros


Artigo escrito por Arnaldo DeSouteiro em 28 de Junho de 2007 e originalmente publicado no jornal "Tribuna da Imprensa" em 2 de Julho de 2007.
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Para desespero dos puristas, o Festival de Montreux foi aumentando seu prestígio e popularidade justamente à medida em que ampliava suas fronteiras estéticas. Muitos gabolas, como sempre apressados e burros em suas conclusões, prenunciaram o fim do evento, baseando-se em uma suposta “decadência”. Claude Nobs, porém, operou com sabedoria e esperteza a transição. Sem tirar o espaço do jazz em Montreux, simplesmente alongou o período do Festival, que passou a abrigar representantes de outros estilos.

Claro que neste “loteamento”, quando surgiram noites especiais para rock, pop, soul, blues, r&b e world-music, entrou também muita sujidade. Basta examinar os ilustres representantes brasileiros em anos recentes. Até aberrações como É O Tchan e outros grupos de pagode, Banda Eva e as intrépidas ginastas da axé-music penetraram na festa. Com muito sucesso de público, deve-se reconhecer, porque a brasileirada exilada na Europa sempre compareceu maciçamente a tais noitadas.

Ou seja, cabe a cada espectador selecionar as atrações que lhe agradam, pois ninguém é obrigado a comprar o pacote completo. Eu mesmo, logo na minha primeira ida ao Festival, em 1989, deixei de lado o que não me interessava (inclusive uma tal “África/Brazil night” com Jair Rodrigues, Paralamas, Pepeu Gomes e Youssou ‘n Dour) e desembarquei em Montreux somente para assistir João Gilberto na “Canta Brasil”, aberta por Nana Caymmi & Wagner Tiso, João Bosco e Caetano Veloso.

Como as noites seguintes não me atraíam, rumei para a Itália e voltei quatro dias depois para me deleitar com Eliane Elias, Kronos Quartet, World Saxophone Quartet, Herbie Hancock, Steps Ahead, Miles Davis, Carmen McRae, Dizzy Gillespie, o encontro único de George Benson com McCoy Tyner (o show de lançamento do CD “Tenderly”) e muitas outras delícias comentadas em uma série de artigos publicados aqui na Tribuna BIS.

Noites mágicas

Uma nova fornada de DVDs, lançada mundialmente pela Eagle Vision e no mercado brasileiro pelo selo ST2, comprova que nem só de jazz vive Montreux. E que nem apenas de “bobagens” se sustentam as outras noites. O mestre Carlos Santana, por exemplo, que sempre desafiou rótulos e transcendeu estilos, está representado por dois excelentes concertos captados em 2004, em sistema de alta definição, garantindo excelente qualidade de som & imagem. A lamentar somente a ausência de créditos para os compositores, algo inexplicável e injustificável, ainda mais em produtos de excepcional apresentação gráfica.

No DVD-duplo “Hymns for peace”, de mais de três horas de duração, convidados superespeciais somam-se aos integrantes da New Santana Band, infalível nos grooves precisos fornecidos a partir da cozinha centrada em Dennis Chambers (bateria), Benny Rietveld (baixista que assisti com Miles em 89), Chester Thompson (tecladista que não deve ser confundido com o batera homônimo), Raul Rekow (congas) e Karl Perazzo (timbales). Na guitarra-base, Myron Dove. Nos vocais, Andy Vargas. Nos sopros, Jeff Cressman (trombone) e Bill Ortiz (trompete).

Alguns dos convivas – entre eles o guitarrista do Chic, Nile Rodgers, e a cantora Patti Austin – fazem fugazes aparições, que deixam o espectador com gosto de “quero mais”. Outros participam ativa e constantemente, como Herbie Hancock (em solos sempre desconcertantes no piano acústico, escapando de qualquer clichê), Wayne Shorter (irradiando luminosidade e tirando de letra a pouca familiaridade com o material temático), John McLaughlin (com o usual fraseado peculiar de escalas ultravelozes) e Angélique Kidjo, às vezes roubando a cena não apenas nos vocais mas nos passos de dança que deixam Shorter extasiado.

Clima pacifista

A abertura acontece de forma impactante com “Afro blue”, tema de Mongo Santamaría consagrado por John Coltrane, recheado por uma sucessão de ótimos solos, inclusive de Chick Corea, que segue atuando de forma impecável nas três músicas seguintes, mostrando toda a sua classe no piano elétrico Fender Rhodes. Por sua vez, se não chega a brilhar, Ravi Coltrane também não faz feio, revelando grande aprimoramento. Também é curioso notar como a influência de seu pai aparece reprocessada através do estilo de Michael Brecker, o melhor exemplo de alguém que soube levar adiante a inspiração de John Coltrane desenvolvendo uma linguagem própria.

O eclético repertório do concerto realizado no Stravinski Hall, em 15 de julho de 2004, e originalmente batizado “An evening of songs for peace”, com o pôster original reproduzido no livreto do DVD, passa por temas de Bob Dylan (“Blowin’ in the Wind”, “Just like a woman”), John Lennon (“Imagine”), Bob Marley (“Redemption song”) e Marvin Gaye, cujo hino pacifista “What’s going on”, até hoje capaz de encher qualquer pista de dança, encerra a primeira parte. No começo da segunda, após um medley de “Peace on earth” e “Boogie woman”, Steve Winwood assume os vocais e o órgão Hammond para uma releitura à meia-bomba de “Why can’t we live together”, hit de Timmy Thomas em 1972 regravado por Sade e pelo próprio Winwood no disco “About time”.

Salvador Santana, um dos filhos de Carlos, ousa substituir Hancock ao piano em “Light at the edge of the world”. Idrissa Diop relembra “The banana boat song”, calypso popularizado por Harry Belafonte. McLaughlin retorna para relembrar dois temas (“Let us go into the house of the Lord” e “A love supreme”) do encontro com Santana, em 1972, no antológico “Love devotion surrender”. Os dois guitarristas relembram ainda “In a silent way”, tema de Joe Zawinul que deu título ao seminal álbum de Miles Davis em 1969, do qual Shorter, Hancock e McLaughlin participaram.

“Jingo”, que sacudiu Woodstock em 69 e Montreux no ano seguinte, quando Carlos se apresentou pela primeira vez no Festival, permanece contagiante em 2004, com Omar Hakim e Gerardo Vélez reforçando a cozinha. E o encerramento acontece de forma inesperada quando um coral de 120 figuras se posiciona na frente do palco para entoar a imperecível “Ode á alegria”, da Nona Sinfonia (“Coral”) de Beethoven. Pena que as três faixas-bônus (chochas versões de “One love”, “Imagine”, “Give peace a chance”) estejam em um nível bem abaixo do restante do concerto.

Encontros preciosos

Três dias antes, em 12 de julho, Santana esteve envolvido em outra maratona, documentada no DVD-triplo “Carlos Santana presents Blues at Montreux”, cuja embalagem luxuosa faz jus ao conteúdo musical. Na verdade, os shows são dos lendários Bobby Parker, Clarence “Gatemouth” Brown e Buddy Guy, todos contendo a participação do guitarrista mexicano em alguns números. Claro que o título e a capa do DVD são uma boa e compreensível jogada de marketing, certamente aumentando em muito o potencial de vendagem do produto, graças ao poder da grife “Santana”.

Mas engana-se quem, neste momento, esteja prejulgando Santana (ou Claude Nobs) como “aproveitadores”. Muito pelo contrário. Afinal, como o próprio Carlos comenta detalhadamente no encarte, seu envolvimento com o blues e sua adoração pelos bluesmen aqui reverenciados vem de longa data. Tanto que o nome original de seu grupo, formado em 1966, era Santana Blues Band. E sua primeira gravação aconteceu no disco “The live adventures of Mike Bloomfield and Al Kooper”, gravado no Fillmore de San Francisco em 1968.

No show que abriu a noite, Bobby Parker, sua guitarra branca e sua peruca negra como as asas da graúna comandaram um sexteto em treze músicas, das quais apenas “Afro blue” e “Fast train” ficaram de fora. Os pontos altos, após um bisonho início com “Straight no chaser”, de Thelonious Monk, acontecem em temas de Albert King, Willie Dixon e Jimmy Oden: “Breaking up somebody’s home”, “Nothing but the blues”, “I ain’t superstitious”, “It’s unfair” e “Goin’ down slow” e os três encontros com Santana: “Chill out” (com Andy Vargas, vocalista da New Santana Band), “Mellow down easy” e “Watch your step”, que remonta à infância de Carlos em Tijuana e “inspirou” o riff de “Day tripper”.

Depois foi a vez do ícone Clarence “Gatemouth” Brown (que viria a falecer em 2005, vitimado por um câncer de pulmão no Texas, depois de sua casa em New Orleans ser destruída pelo furacão Katrina) subir ao palco ainda em grande forma aos 80 anos. Brown, que entre outros discaços gravou o memorável LP “Makin’ music”, em 1979, ao lado do astro country Roy Clark e com a presença do brasileiro Airto Moreira, recebendo 5 estrelas na DownBeat, ataca nos vocais, guitarra e violino, liderando um quinteto. Com chapéu e roupa de cowboy, sai logo estraçalhando em “Strange things happen” (Percy Mayfield), “I’m beginning to see the light” (sim, aquela mesma escrita em 1944 a oito mãos por Duke Ellington, Don George, Johnny Hodges e Harry James, que a gravou no ano seguinte) e “Honey boy”, clássico da dupla Billy Butler-Bill Doggett. Cercado por convidados – Santana, Buddy Guy, Nile Rodgers, Jeff Cressman e Myron Dove – detona “I’ve got my mojo working”, “Drifter”, “Grape jelly” e “Okie dokie stomp”.

Por fim, Buddy Guy entrou em cena, com violão em punho, disposto a dar uma aula prática da história do blues. Inicia com “Good morning little schoolgirl” (tema de Sonny Boy Williamson, safra 1937), passa por “Louise McGhee” e chega a “Hoochie coochie man”, de Willie Dixon, hit de Muudy Waters, mas que a maioria dos jazzófilos conheceu em 1963 na voz do organista Jimmy Smith, em arranjo do inesquecível Oliver Nelson. Já com a querida guitarra Fender Stratocaster preta de bolinhas brancas, segue dissecando “Fever” (lançada pelo bluesman Little Willie John em 1956, sucesso de Peggy Lee, Elvis Presley e Madonna) e inicia as jam-sessions. Revive “Stormy monday” com Santana, “So many roads so many trains” com Barbara Morrison e sai passeando pelo auditório, enquanto Claude Nobs o aguarda no palco. Na última jam, adentram Nile Rodgers e Bobby Parker. Fulminante!

Legendas:
“Wayne Shorter, Herbie Hancock, John McLaughlin e Chick Corea estão entre os convidados do mega-concerto de Carlos Santana em Montreux”
“Ícones da história do blues são documentados em shows memoráveis e jam-sessions ao lado de Santana em DVD-triplo”

Wednesday, December 26, 2007

The 28th Annual Jazz Station Poll - The Best Jazz of 2007!

Os melhores do jazz em 2007 - The Best Jazz of 2007!

A seleção dos “melhores do jazz”, feita pelo historiador Arnaldo DeSouteiro chega ao 28º ano. Mark Murphy, Havana Carbo, Michael Brecker, Lelo Nazario e Marc Copland estão entre os artistas que brilharam em 2007

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The 28th Annual Jazz Station Poll results by Brazil-born jazz historian & jazz educator Arnaldo DeSouteiro

Esta é a lista dos que mais se destacaram, em 2007, no panorama jazzístico internacional. Atendendo aos pedidos dos leitores, que desde 1979 acompanham essa votação, incluímos – após o nome do primeiro colocado em cada categoria – o título do disco pelo qual o artista foi avaliado, com base apenas em lançamentos realizados no decorrer deste ano. A queda nas vendas foi violenta em 2007 mas, paradoxalmente, o número de edições e reedições aumentou muito.

(A amável confraternização de Arnaldo DeSouteiro com o cantor Mark Murphy)

Para variar, foram necessárias várias semanas para a preparação de todas estas listas, reouvindo discos, revendo DVDs, checando fichas técnicas e, às vezes, reavaliando opiniões. Tudo isso com o objetivo de fornecer o mais fiel possível retrato do cenário jazzístico em 2007, a partir de bases reais de análise. O que significa, por exemplo, que artistas que não lançaram novos trabalhos este ano, seja como líderes ou sidemen, tornaram-se, por mais geniais que sejam, automaticamente inelegíveis. Tal critério explica a ausência de feras como Diana Krall, Dianne Reeves, Ornette Coleman, Al Jarreau, Urbie Green, Jimmy McGriff, Ahmad Jamal e George Benson, que, apesar de terem realizado muitos shows, não lançaram novos trabalhos em 2007. Também ficaram de fora, por óbvia questão de ética, artistas com os quais tive vínculos profissionais este ano (Thiago de Mello, Gazzara, Dexter Payne, José Roberto Bertrami, Gonzalo Rubalcaba, Rudy Van Gelder, Peter Scharli etc).

Explicando alguns critérios para melhor compreensão da lista, vale ressaltar que nem sempre um disco no qual certo artista tem uma grande performance (Ron Carter em “Dear Miles”, por exemplo) é um álbum fabuloso. Isto explica porque Ron aparece em primeiro lugar na categoria de “contrabaixo” (ninguém teve uma performance tão fantástica neste instrumento em 2007), embora o disco não mereça figurar entre os melhores CDs. Por outro lado, Miroslav Vitous, embora sem superar o virtuosismo de Carter como instrumentista, nem as expressivas atuações de Gary Peacock nos trios de Marc Copland e Keith Jarrett, lançou um álbum maravilhoso (“Universal syncopations II”) que figura entre os melhores CDs deste ano.

“The very best of Diana Krall”, apesar de ser uma compilação, entrou na lista dos melhores discos vocais por conter três faixas inéditas (entre elas, uma sublime releitura de “Only the lonely”, que havia sobrado do CD “The look of love”). Mas nenhuma das faixas foi gravada este ano, impedindo a Diana concorrer como “cantora do ano” – categoria vencida pela notável Havana Carbo (uma versão latin-tinged de Helen Merrill, uma das minhas eternas favoritas, mas que não lança um novo trabalho desde 2004). Michael Brecker, falecido em janeiro, teve forças para, em agosto de 2006, no meio do calvário, gravar o CD “Pilgrimage”, lançado postumamente em maio de 2007; um dos mais belos e eloqüentes álbuns de toda a sua brilhante carreira. Aí estão os resultados completos:
(Mr. and Mrs. Marc Copland with Arnaldo DeSouteiro)

Piano Acústico/Acoustic Piano: 1º Marc Copland (“New York trio recordings vol. 2: Voices” – Pirouet); 2º Keith Jarrett; 3º Oriente Lopez

Piano Elétrico/Electric Piano: 1º Lelo Nazario (“Africasiamerica” - Editio Princeps); 2º Chick Corea; 3º Gary Husband

Órgão/Organ: 1º Barbara Dennerlein (“Change of pace” - Bebab); 2º Joey DeFrancesco; 3º Chris Foreman

Teclados/Keyboards: 1° Joe Zawinul (“Brown Street” – Heads Up); 2º Lelo Nazario; 3º Jim Beard
(Ron Carter & Arnaldo DeSouteiro)

Contrabaixo/Acoustic Bass: 1º Ron Carter (“Dear Miles” – Blue Note); 2º Gary Peacock; 3º Miroslav Vitous
Baixo elétrico/Electric Bass: 1º Stanley Clarke (“Night school” – Heads Up DVD); 2º Steve Swallow; 3º Mark Egan
Bateria/Drums: 1º Jack DeJohnette (“Pilgrimage” with Michael Brecker – Heads Up); 2º Fredy Studer; 3º Paul Motian
Percussão/Percussion: 1º Airto Moreira (“Birdwatcher” w/ Michel Portal - EmArcy); 2º Mickey Hart; 3º Sammy Figueroa
Vibrafone/Vibes: 1º Bobby Hutcherson (“For sentimental reasons” – Kind of Blue); 2 Joe Locke; 3º Mike Mainieri
Diversos/Miscellaneous Instruments: 1°Bela Fleck - banjo (“The Enchantment” w/ Chick Corea – Concord”); 2º Michael Brecker – EWI; 3º Erik Friedlander – cello

Violão/Acoustic Guitar: 1º Gene Bertoncini (“Floating on the silence" - w/ Tom Wolfe - Summit); 2º Larry Coryell; 3º Al DiMeola
Guitarra/Electric Guitar: 1º Larry Coryell (“A retrospective” – InAkustic DVD); 2° Pat Metheny; 3º Kenny Burrell
Violino/Violin: 1º Jean-Luc Ponty (“The Atacama experience” – Koch); 2º Didier Lockwood; 3º Billy Bang
Flauta/Flute: 1° Hubert Laws (“Monterey moods” w/ Gerald Wilson Orchestra – Mack Avenue); 2º Frank Wess; 3º Mel Martin
Clarinete-Clarone/Clarinet-Bass Clarinet: 1º Michel Portal (“Birdwatcher” – EmArcy); 2° Silke Eberhard; 3º Ben Goldberg
Trompete/Trumpet: 1º Randy Brecker (“Some skunk funk” – BHM DVD); 2º Arturo Sandoval; 3° Carl Saunders
Flugelhorn: 1º Marvin Stamm (“Alone together” – JazzedMedia); 2º Till Bronner; 3º Tom Harrell
Trombone: 1º Raul de Souza (“Jazzmim" - Biscoito Fino); 2º Jim Pugh; 3º Bob Brookmeyer
Sax soprano: 1º Dave Liebman (“Back on the corner” – Tone Center); 2º Wayne Shorter: 3º Theo Travis
Sax alto: 1º Lee Konitz (“Ashiya” with Walter Lang – Pirouet); 2º Phil Woods; 3º Loren Stillman
Sax tenor: 1º Michael Brecker (“Pilgrimage” – Heads Up); 2º Sonny Rollins; 3º Yusef Lateef
Sax barítono: 1º Joe Temperley (“Cocktails for two” – Sackville); 2º Ronnie Cuber; 3º Roger Rosenberg

Mark Murphy and Havana Carbo: the best jazz singers in 2007!

Cantor/Male Singer: 1º Mark Murphy (“Love is what stays” – Verve); 2º Andy Bey; 3º Ed Reed
Cantora/Female Singer: 1º Havana Carbo (“Through a window...like a dream” – MODL); 2º Diane Hubka; 3º Amanda Carr
Grupo/Group: 1º Manhattan Jazz Quintet (“Someday my prince will come” - VAM); 2º Marc Copland Trio; 3º Soft Machine Legacy
Banda/Big Band: 1º Phil Kelly & The SW Santa Ana Winds (“My Museum” – Origin); 2º Gerald Wilson Orchestra; 3º WDR Big Band
Compositor/Composer: 1º Michael Brecker (“Pilgrimage” – Heads Up); 2º Miroslav Vitous; 3º Walter Lang
Arranjador/Arranger: 1º Nan Schwartz (“Love is what stays” w/ Mark Murphy – Verve); 2º Phil Kelly; 3º Vince Mendoza
Engenheiro de som/Recording & Mix Engineer: 1º Jason Seizer (“The New York trio recordings vol. 2” w/ Marc Copland – Pirouet); 2º Randy Crafton; 3º Sandy Solomon
Produtor/Producer: 1º Till Bronner ("Love is what stays" w/ Mark Murphy); 2º David Matthews; 3º Tommy LiPuma

(The multi-talented couple Hermeto Pascoal & Aline Morena)

Revelação/New Talent: 1º Aline Morena – vocal/percussão/viola caipira (“Chimarrão com rapadura” – DVD); 2º Henning Sieverts – compositor/contrabaixo; 3º Matheus Barbosa - guitarra
Artista do ano/Artist of the Year: Hermeto Pascoal – por colocar em prática a “música universal”. Valeu, campeão!
(Joe Zawinul)

(Max Roach)

In memoriam: Joe Zawinul, Michael Brecker, Marcio Montarroyos, Oscar Peterson, Burt Collins, Max Roach, Joel Dorn, Cecil Payne, Alice Coltrane, Frank Morgan, Jon Lucien, Carlos Conde, Carlos “Patato” Valdes, Johnny Frigo, Carla White, Andrew Hill, Bill Barber, Alvin Batiste, Esmond Edwards, Whitney Balliett, Gunter Noris, Elaine Lorillard, Paul Burwell, Jay Duke, Paul deLay, Hilton Felton, Tony Scott, Al Viola, Ian Wallace, Ronnie-Wells Elliston, Bill Fetsch, John Thow, Peggy Gilbert, Betty Hutton, Tyrone Hill, Bobby Rosengarden, Russ Long, Mark Spoelstra, Leroy Jenkins, Mary Kaye, Phil Bates, Alan Cooper, Bobby Byrd, Johnny Fourie, Evelyn Blakey, Herb Pomeroy, Mario Rivera, Doug Riley, Jumma Santos, Aldemaro Romero, Leon Merian, Wilson Turbinton, Masahiko Togashi, Mike Osborne, Specs Powell, Durval Ferreira, Derek Simpson, Jim Smale, Arnvid Meyer, Sal Mosca, Eddie Bigham, Manny Green, Al Hendrickson, Paul Rutherford, Bill Perry, Earl Turbinton, Art Davis, Earl Watkins, Tom Walker, Earl Watkins, Boots Randolph, Roy Pritts, Steve Bagby, Vince Giantomasi, Don Mumford, Joan Steele, Buddy Childers, Take Joriyama, Dick Allen, Tim Eyermann, Herman Riley, Tommy Newsom, Dakota Staton, Tom Tobias, Danny Barcelona, Bea Abbott, Hans Nagel-Heyer, Frankie Laine, Jimmy Cheatham, Doug Richardson, Alan Nash, Peter Muller, Teresa Brewer, Cees Slinger, Kitty Grime, Adriano de Oliveira, Generoso Jiminez, Doc Paulin, Diane Middlebrooks, Wiley Hitchcock, Willie Tee, Ike Turner, Thomas Audley Jr.

(Oscar Peterson)

(Marcio Montarroyos)
(Michael Brecker)

(Burt Collins)
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Os 10 melhores CDs instrumentais - The Best 10 Jazz Instrumental CDs
Marc Copland: “New York trio recordings vol.2: voices” (Pirouet)
Michael Brecker: “Pilgrimage” (Heads Up)
Lelo Nazario: Africasiamerica” (Editio Princeps)
Miroslav Vitous: “Universal syncopations II” (ECM)
Walter Lang & Lee Konitz: “Ashiya” (Pirouet)
David Berger & The Sultans of Swing: “Hindustan” (SST)
Soft Machine Legacy: “Steam” (Moonjune)
Quartet San Francisco: “Whirled chamber music” (VJ)
Mike Longo Trio: “Float like a butterfly” (CAP)
Phil Kelly & The SW Santa Ana Winds: “My museum” (Origin)
Lelo Nazario: um gênio em mais uma ousada criação
“Pilgrimage”: disco póstumo de Michael Brecker, falecido em janeiro, é um dos mais eloqüentes de sua carreira
Marc Copland lidera um trio imbatível em requinte e sutileza
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Os 10 melhores CDs vocais - The Best 10 Vocal Jazz CDs
Mark Murphy: “Love is what stays” (Verve)
Havana Carbo: “Through a window...like a dream” (MODL)
Ed Reed: “Sings love stories” (Blue Shorts)
Amanda Carr: “Soon” (OMS)
Diane Hubka: “Goes to the movies” (18th & Vine)
Andy Bey: “Ain’t necessarily so” (12th Street)
Dee Dee Bridgewater: “Red earth” (EmArcy)
Vários: “We all love Ella” (Verve)
Rebecca Parris: “You don’t know me” (Saying It With Jazz)
Diana Krall: “The very best of” (Verve)

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Os 10 melhores DVDs - The Best 10 Jazz DVDs
Weather Report: “Live at Montreux 1976” (ST2)
Friedrich Gulda: “So what?” (DG/Universal)
Santana: “Hymns for peace” (ST2)
The Heath Brothers: “Brotherly jazz” (DanSun)
Randy Brecker: “Some skunk funk” (BHM)
Miles Davis: “At Hammerstein Odeon” (JazzDoor)
Hermeto Pascoal & Aline Morena: “Chimarrão com rapadura” (HPAM)
Michael Brecker: “Live in Tokyo” (JazzDoor)
Duke Ellington: “Ralph J. Gleason celebrates…” (ST2)
Friedrich Gulda: “Mozart no end” (Kultur/Sony BMG)

O DVD “Brotherly jazz” apresenta emocionante resumo da trajetória dos Heath Brothers

Carlos Santana comanda um timaço de all-stars em Montreux
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Projetos Especiais/Caixas/Reedições - Special Projects/Box Sets/Reissues
Art Pepper: “Unreleased Art, Vol. II: The last concert” (Widow’s Taste)
Eugen Cicero: “Swinging the classics on MPS” (MPS)
Miles Davis: “The complete on the corner sessions” (Legacy)
Art van Damme: “Swinging the accordion on MPS” (MPS)
Yusef Lateef: “At the Bottom Line” (YAL)
Steve Kuhn: “The early 70’s” (Columbia)
Kip Hanrahan: “Coup de tête” (EWE SACD)
Elton Dean & The Wrong Object: “The unbelievable truth” (Moonjune)
John McLaughlin, Jaco Pastorius & Tony Williams: “Trio of doom” (Legacy)
Harry Lookofsky: “Stringsville” (Collectables)