Tuesday, August 28, 2007

"Another Feeling" - Jazz Hot review


sur le siteinternetde Jazz Hot


CDs : 8 Femmes seules à l’échafaud, Rez Abbasi, Angeli/Drake, Patricia Barber, Willie Bobo, Roberto Bonati, Didier Burgaud, Thiago de Mello & Dexter Payne, Mario Castro Neves & Samba S.A., Dan Clucas, Billy Cobham, Biagio Coppa, Albert Cummings, Al Di Meola, Doctor Gabs, Duke Ellington, Paolo Fresu Quintet, Ithamara Koorax, Perrine Mansuy/ François Cordas, Laurent Marode, Liz McComb, Paul Motian Trio, North Gospel Quartet (x2), Patrizia, John Proulx-Nancy King, Tommy Ridgley, Jérôme Séguin, Leith Stevens, Billy Taylor, Margriet Naber Tchicai, Walter Trout, Jeremy Udden, Nina Van Horn, Gerry Weil/Pablo Gil/Nene Quintero, West Coast Jazz Live-Boston-Stan Getz-Modern Big Bands ActualitésClubs-concerts : La Gaude, Bordeaux, ParisLarmes : Whitney Balliett, Sandra Brown, David Burrell, Jesús Caunedo, Ed Bradley, Jimmy Cheatham, Esmond Edwards, Siegfried Kessler, Cal Lampley, James Mack, Gene Martin, Norval E. Perkins, Joe WeaverLivres : Génie du Piano Blues, par Jean-Paul Sabathé / Essential Jazz Lines in the Style of Miles Davis, par Corey Christiansen et Per Danielsson / Traité de l’Arrangement Vol. I et II, par Ivan Jullien en collaboration avec Jean-Loup Cataldo / Steve Lacy : Conversations, par Jason Weiss
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English Translation:
Jazz Hot, # 637 (March/ 2007) France
Thiago de Mello & Dexter Payne
"Another Feeling"
Jazz Station Records JSR 6052
Recorded in Forest Hills, NY, 2006
Produced by Arnaldo DeSouteiro

A little time has gone by (see Jazz Hot n0 628; April/2006) since JSR reissued Thiago de Mello's debut album, Amazon, released in 1973. Time passes, and Thiago continues. The music has changed a great deal since then but the person, the multi-instrumentalist, the poet, the Man are still here. This newest disc is moving, a kind of Latin blues, not just Brazilian, even though the music is a blending of good jazz and Brazilian music‹it is another feeling, soaring over Payne' s clarinet or alto saxophone. After an introduction, a nostalgic evocation of his younger years, Thiago traces his life. An homage to Gil Evans ("A Hug for Gil Evans") for the awareness that he raised to the music of Brazil; a gospel hymn ("An Evening Prayer") sung by Ithamara Koorax, reminding us that in a very Catholic Latin America, some minorities opted, with difficulty, for other churches‹like Thiago's family, influenced by American missionaries who had made their way into the Amazon. This same theme is echoed in the bonus track "Swing Low, Sweet Chariot." And de Mello's life continues; his life and his invovements told in two lovely renditions: "Another Feeling," written in 1967 when Che Gueverra was killed in Bolivia, and "The Exile Song," an homage to all the victims of the Latin American dictatorships from Nicaragua to Chile. Ithamara Koorax, once again, is excellent in these two pieces. "Kimbolian Dawn" and "Two (or Too) Good Notes" along with "What About That?" are the most lively on this album and they swing. "Lonely Piano" and "Mar Aberto" form a duet evoking the nostalgia of a period when Thiago was living in downtown New York City. (Patrick Dalmace)

"Another Feeling" - Music News review

www.musicnews.art.br

Entre os muitos e estranhos caminhos que levam uma pessoa a sair de seu país e radicar-se no exterior, o de Gaudêncio Thiago de Mello é, sem dúvida, dos mais interessantes.

Nascido em Manaus...Gaudêncio cresceu em meio aos sons produzidos pelos rios, pelo vento e pelos pássaros de sua terra e, também, ouvindo a irmã e o irmão tocando peças clássicas no piano e violino.

Começou a estudar arquitetura, mas formou-se mesmo como técnico diplomado em futebol e, como tal, dirigiu o time Uberaba Clube, de Minas Gerais, e – como auxiliar técnico - foi campeão carioca, em 1961, e campeão do Torneio Gomes Pedrosa (Rio – São Paulo), em 1962, pelo Botafogo do Rio de Janeiro em plena era Garrincha.

[Mais tarde] mudou-se para a Colômbia, onde trabalhou nos times do Deportivo Cali e Unión Magdalena e, de lá, foi diretamente para Nova York trabalhar no New York Generals, depois N. Y. Cosmos, time no qual, mais tarde, jogou Pelé.

Você já deve estar se perguntando o que tudo isso tem a ver com música... Pois foi em Nova York, aos 33 anos de idade, que Gaudêncio Thiago de Mello teve a oportunidade de dedicar-se ao estudo daquilo que mais lhe interessava na vida, justamente, a música.

Estudou violão clássico e, em 1970, fundou a Sociedade de Violão das Nações Unidas, que dirigiu por mais de dez anos. Além disso, foi professor por 29 anos da Rudolf Steiner School de Nova York, onde criou e dirigiu a Banda de Jazz da escola.

Além do violão, Gaudêncio dedica-se à percussão. Mas não à percussão a que estamos acostumados e, sim, à percussão orgânica. Ou seja, com instrumentos como boca do mato, boca-de-barro e pau de chuva, entre outros, construídos com pedaços de madeira da Amazônia e cascos de tartaruga.

O primeiro disco gravado por Gaudêncio, em 1973, "Amazon", teve as participações de Dom Salvador ao piano, Airto Moreira na percussão, Paulo Moura no sax alto, Don Payne no contrabaixo e Cláudio Roditi no trompete, entre outros. Este disco, cujas matrizes foram destruídas em um incêndio, foi recuperado e lançado em CD em 1999 pelo produtor Arnaldo DeSouteiro a partir de uma cópia em vinil.

Com diversos discos gravados e três indicações para o Grammy, tanto como instrumentista quanto como compositor, Gaudêncio segue praticamente desconhecido no Brasil, apesar de ter muito prestígio nos Estados Unidos e na Europa e de trabalhar com grandes músicos brasileiros e estrangeiros.

No ano passado, com produção dele e de Flávio Goulart, lançou "Amor Mais-Que-Perfeito" pelo selo carioca Ethos Brasil, com as participações de, entre outros, Ithamara Koorax, Fátima Guedes, Cris Delanno, Délia Fischer, Haroldo Mauro Jr., Hamleto Stamato, Paulo Sérgio Santos, Zé Carlos Bigorna, Márcio Bahia, Adriano Giffoni, Paulo Russo e do pianista norte-americano Cliff Korman.

Agora em 2007, sob produção de Arnaldo DeSouteiro, para seu selo JSR (Jazz Station Records), Gaudêncio lança "Another Feeling" em parceria com o clarinetista e saxofonista Dexter Payne, disco no qual, além da percussão orgânica em todas as faixas, toca violão em duas faixas e piano em uma. Todas as músicas são dele, à exceção de um tema tradicional de domínio público. Gaudêncio e Payne são co-produtores do CD.

Com arranjos de Gaudêncio nas 13 faixas do CD, o disco traz as participações dos pianistas brasileiros Hélio Alves e Haroldo Mauro Jr. e dos norte-americanos Richard Kimball e Cliff Korman, além da presença mais do que luxuosa de Ithamara Koorax em quatro faixas.

Portanto, com esses dois discos, quem ainda não conhece Gaudêncio Thiago de Mello tem uma oportunidade de ouro para embarcar em sua obra e fazer, com certeza, uma belíssima viagem por seu universo sonoro e, de quebra, celebrar a vitória da música sobre o futebol. "Another Feeling" é um lançamento do selo JSR.

Maria Luiza Kfouri, MN Music News, Brazil
12/07/2007

"Another Feeling" - Musiqualidade news

http://www.infonet.com.br/rubens/ler.asp?id=60434&titulo=Rubens_Lisboa

O álbum “Another Feeling”, um projeto idealizado pelo premiado produtor de jazz Arnaldo DeSouteiro para seu selo JSR, chega ao Brasil mostrando o encontro do percussionista brasileiro Thiago de Mello com o clarinetista americano Dexter Payne. A excepcional cantora Ithamara Koorax faz-se presente em quatro das treze faixas e, como de costume, dá um show à parte com sua voz potente e afinadíssima.

"Another Feeling" - Gafieiras review

http://www.gafieiras.com.br/Display.php?Area=Noticias&SubArea=Noticias&css=3&Month=8&Year=2007&ID=1280&Month=8&Year=2007

Trecho de artigo (escrito por Dafne Sampaio para o website Gafieiras) sobre o CD "Another Feeling".

Saem novos Mauricio Einhorn e Thiago de Mello

[ 22.ago.07 ] A discografia de música instrumental brasileira ganha novos reforços assinados por instrumentistas veteranos que seguem em plena atividade. O gaitista Mauricio Einhorn é o autor de Travessuras (Delira Música, 2007) e, acompanhado de um trio, Conversa de amigos II (Delira Música, 2007), enquanto o percussionista Thiago de Mello traz, ao lado do clarinetista Dexter Payne, Another feeling (Jazz Station Records, 2007).

O amazonense Gaudêncio Thiago de Mello, multiinstrumentista, arranjador e compositor que há 40 e pouco anos mora nos Estados Unidos, está com 74 anos completos e segue em atividade. Já lançado em terras estrangeiras (EUA e Europa), Another feeling é fruto sólido da amizade deste brasileiro de biografia ímpar (já foi técnico de futebol) com o clarinetista norte-americano Dexter Payne. Tudo soa absolutamente brasileiro, principalmente as faixas instrumentais (o disco traz quatro cantadas por Ithamara Koorax), em algum lugar delicado entre o jazz, o samba e a música indígena. No mais, belas canções como “Rede de caboclo”, “A hug for Gil Evans”, “Tal como o vinho”, “Kimbolian dawn”, “What about that?” e “Mar aberto”. Gaudêncio Thiago de Mello se desdobra em percussões, violão e piano e é acompanhado pelos pianistas Haroldo Mauro Jr., Cliff Korman, Hélio Alves e Richard Kimball, além de Payne e seu clarinete discreto e afiado. (Dafne Sampaio)

"Another Feeling" - Ziriguidum review



Artigo publicado no excelente website "Ziriguidum", de Beto Feitosa

Encontro afinado de culturas
Novo CD junta o brasileiro Thiago de Mello com o americano Dexter Payne
por Beto Feitosa


"Chega ao Brasil o CD Another feeling, que marca o encontro do percussionista e compositor Thiago de Mello com o sax e o clarinete do americano Dexter Payne. O disco é um projeto idealizado pelo premiado produtor de jazz Arnaldo DeSouteiro para seu selo JSR. Já lançado nos EUA e na Europa, chega ao Brasil colecionando elogios da imprensa especializada.

Na carona do CD os artistas também aumentaram a coleção de prêmios. Thiago foi eleito o quarto melhor percussionista e o décimo melhor compositor de 2006, e o Dexter Payne ficou em oitavo como clarinetista, na votação da prestigiada revista DownBeat em dezembro. Com tanta repercussão, o produtor fez questão de manter o mesmo padrão gráfico no lançamento brasileiro, que ainda ganhou nova masterização. Caprichos que a obra merece.

Thiago assina todas as composições, sendo No wolf at the door em parceria com Dexter. Além de sua percussão, foi também a capacidade de criação que chamou atenção de Arnaldo quando conheceu Thiago, nos anos 80, apresentado por Luiz Bonfá. Desde que voltaram a se encontrar em 1991, Arnaldo vem produzindo os álbuns de Thiago, e o mais recente resultado dessa parceria é o trabalho de Thiago com Dexter Payne.

A dupla ainda tem a participação especial da cantora Ithamara Koorax. Diva brasileira do jazz reconhecida no mundo, Ithamara sola sua potente voz em quatro das treze músicas. Seu canto límpido vai ao encontro da dupla em An evening prayer, na faixa-título, The exile song e na recriação abrasileirada do spiritual Swing low, sweet Charlot.

A percussão de Thiago revela o molho único brasileiro em músicas como Tal como vinho, What about that, Too good notes e Mar aberto. Aproximando sua arte de seu país, o músico que há 40 anos está radicado nos EUA, vem se apresentando com maior regularidade em solo nacional, já tendo passagens por Manaus, Olinda e Rio. Além da percussão "orgânica", Thiago toca violão e piano em Another feeling.

O disco de Thiago de Mello e Dexter Payne comprova o fascínio dos músicos americanos com a magia da composição brasileira. O calor tropical de um país que criou a bossa nova ainda tem muito o que trocar e acrescentar ao jazz feito no primeiro mundo. Another feeling é mais um grande exemplo, mais um motivo de orgulho para o país que é do futebol e da cachaça, mas também é do samba, da bossa e do jazz".

"Another Feeling" - Backstage review


Review about Thiago de Mello/Dexter Payne's "Another Feeling" (produced by Arnaldo DeSouteiro for his JSR label), published in the August 2007 issue of "Backstage" magazine.
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Another Feeling
Thiago de Mello e Dexter Payne
(JSR)
A idéia de fazer um álbum de jazz diferente parece que agradou Dexter Payne e o brasileiro Thiago de Mello, que há 40 anos vive em Nova Iorque. Produzido por Arnaldo DeSouteiro, que teve a idéia de não usar o tradicional setup de pianos, baixos e baterias combinados com corneta, "Another Feeling" é uma mistura de sons brasileiros com influências da música norte-americana.
Destaque para a faixa título que Mello escreveu antes mesmo de conhecer DeSouteiro e Payne. "Another Felling" foi escrita em 1967 e traduz o sentimento de Mello quando soube da morte de Che Guevara na Bolívia. A influência gospel e soul aparece na música "Urumutum/Swing Low, Sweet Chariot". Em "Tal Como o Vinho", a homenagem é à amizade ao produtor DeSouteiro.

Pics from Thiago & Sharon at Ravenna Festival










Pictures from Thiago de Mello/Sharon Isbin's sold-out concert at Ravenna Festival 2007.

Sharon Isbin & Thiago de Mello at Ravenna Festival 2007




JSR recording artist Thiago de Mello & guitar virtuoso Sharon Isbin
Concert at Ravenna Festival 2007, Italy

Thiago de Mello - JB

Deu no JB!
Coluna "Anna Ramalho"
22 de Agosto de 2007
"Jornal do Brasil", caderno "Cidade", página A 14

"Radicado nos EUA, chega hoje ao Rio o compositor e maestro Gaudêncio Thiago de Mello, irmão mais moço do poeta Amadeu. Vem lançar seu novo CD, Another Feeling, gravado em Nova York sob a produção de Arnaldo DeSouteiro."

Boa sorte a Thiago em sua estada lá no Brasil.

Monday, August 27, 2007

CD of the Day: "Astrud Gilberto - The Dreamer"

CD of the Day
Astrud Gilberto: "The Dreamer" (CTI) 1993
Featuring João Donato, Don Sebesky, Claus Ogerman, Walter Wanderley, Antonio Carlos Jobim, Marty Paich, Joe Mondragon, Lulu Ferreira, Kenny Burrell, Claudio Slon, José Marino, Bobby Rosengarden, Gil Evans, Urbie Green, Dom Um Romão, Grady Tate et al.
Produced by Creed Taylor

Single of the Day - Stan Getz & Astrud Gilberto

Single of the Day
Stan Getz & Astrud Gilberto: "Garota de Ipanema" (Odeon) 1964
Featuring Antonio Carlos Jobim, João Gilberto, Tião Neto, Milton Banana
Produced by Creed Taylor

Vinyl of the Day - "Bud Shank & His Brazilian Friends"


Vinyl of the Day
"Bud Shank & His Brazilian Friends" (Pacific Jazz)
Featuring João Donato, Rosinha de Valença, Tião Neto & Chico Batera

Bertoncini, Planet & Harmon


More pics regarding the "Just above a whisper" magical album, reviewed in the previous post.
Picture # 1: Gene Bertoncini (left), Janet Planet (center) and John Harmon (piano).
Picture # 2: John Harmon (piano), Janet Planet (vocal) and Gene Bertoncini (guitar)

Russ Kassoff e Gene Bertoncini brilham em discos emocionantes




Jazz dominado por elegância e sutileza
Russ Kassoff e Gene Bertoncini brilham em discos emocionantes
Arnaldo DeSouteiro

Russ Kassoff levou 52 anos para gravar seu primeiro disco (“Somewhere”) como líder. Mas basta o minuto inicial da primeira faixa para o ouvinte ter certeza de que está diante de um artista muito especial. Preparem-se para agüentar os elogios: elegância, sutileza, lirismo, sofisticação e por aí vai. A técnica é tão grande que parece nem existir. Passagens complexas são executadas com total naturalidade. E a tal primeira faixa, “Look for the silver lining”, mostra, conjuga, tudo isso. O nível de entrega emocional lembra Keith Jarrett, sem os gemidos. Os sentimentos não são intelectualizados, simplesmente afloram, na leitura impressionista do tema de Jerome Kern.

O modo de “ferir” as teclas, sem machuca-las, ao contrário do que fazem os pianeiros, permite a Russ flutuar sobre elas, como acontece na delicadíssima abordagem bossanovista de “Somewhere” (Bernstein), na qual as vassourinhas do batera Tim Horner acariciam a caixa-clara. Já em “The best thing for you” – o tema de Irving Berlin que eu não ouvia tocado de forma tão resplandecente desde o registro de Chet Baker –, o baixista Martin Wind se destaca em exuberante longa passagem em uníssono com o piano.

Lirismo inebriante

Os números de piano-solo mostram que Russ, se assim quisesse, poderia gravar um projeto inteiro neste esquema. “It only happens when I dance with you” (Berlin novamente) traz à tona diversas escolas do passado, mas Kassoff escapa incólume de qualquer imitação. Domina o Steinway B como um cavaleiro que cumpre seu percurso sem derrubar uma só baliza, superando os obstáculos com fleuma e perfeita coordenação de movimentos. Toda esta destreza realçada pela translúcida qualidade de gravação obtida por Katherine Miller.

E ainda temos o Kassoff compositor de maravilhas melódico-harmônicas tipo “A Sackets sunset”, com Martin Wind usando o arco no solo de contrabaixo enquanto as vassourinhas bailam sob o comando de Horner. O mesmo aprazível local de veraneio, onde o pianista anualmente se apresenta no Sackets Harbor Jazz Festival, é retratado em “Samba du Sackets”, com a mão direita voando em frases longas enquanto a esquerda esbanja swing – uma comparação com “Campari & soda”, de Eliane Elias, não deve melindrar ninguém. “You are all the world to me”, outro poema, tem discreto apoio de Wind, sem bateria.

Sozinho, Russ nada fica a dever a Bill Evans em “I remember”. Nem a Oscar Peterson em “Oh, lady be good” (Gershwin), encaixando citação do tema dos Flintstones durante seu improviso ebuliente, quando dobra o andamento dispensando o baixo e a bateria, que depois voltam a todo vapor. Usa “Take the A train” como chamada para “Love you madly” (Ellington), optando por leve condução em stride-piano. E “canta” a melodia de “It never entered my mind” (Rodgers & Hart) com a sabedoria de quem, inúmeras vezes, a tocou acompanhando Sylvia Syms e Frank Sinatra.

Sim, Russ foi o pianista de The Voice entre 1980 e 1991. E de Liza Minelli entre 1982 e 2000, atuando também como seu diretor musical e regente. “Estive no Rio algumas vezes com Liza, nos anos 90, e comemorei meu aniversário de quarenta anos na casa de Ana Maria Tornaghi, em uma festa na qual Baden Powell estava presente. Depois fomos todos ver o nascer do sol no Corcovado!”, relembra.

Completa o programa com “Where have all the flowers gone” (Peter Seeger), escolha aparentemente inusitada para um recital jazzístico, mas não fora de propósito porque o mágico Russ Kassoff consegue levar o tema para outra dimensão, reflexiva e intimista. Quem puder conferir tanto talento ao vivo, deve arriscar uma visita ao Del Posto, o charmoso restaurante de Mario Batali na Décima Avenida em NY, entre as Ruas 15 e 16, onde Russ volta e meia toca com o guitarrista Bucky (pai de John) Pizzarelli nas noites de segunda-feira. Com sorte, poderá vê-lo em ação também no comando de sua big-band no Gillespie Auditorium. Ou então com um trio no Knickerbocker. Mas não sem antes contemplar o CD.

Violão mágico

Amigo de longa data de Kassoff, Gene Bertoncini contou com a canja do colega na jam que, em abril, no La Madeleyne em NY, comemorou os 70 anos do violonista. São músicos de alta estirpe, adeptos da mesma elegância musical reinante em “Somewhere” e no mais recente CD de Bertoncini, “Just above a whisper”. O título já diz tudo. Em colaboração com a cantora Janet Planet e o pianista John Harmon, traduz perfeitamente os conceitos de sutilidade e requinte. Músico dos músicos, Gene sempre foi o meu favorito entre os violonistas de jazz – e o de Luiz Bonfá também. Cresci ouvindo suas intervenções preciosas em discos de Bonfá, Lalo Schifrin, Michel Legrand, Hubert Laws, Paul Desmond, Tony Bennett e tantos outros. Realizei um sonho ao assisti-lo ao vivo pela primeira vez, em 1987, em duo com Michael Moore no finado “Zinno”, em New York, aonde retornei inúmeras vezes. E depois tive honra de trabalhar com ele em estúdio, durante as gravações de “The Bonfá Magic”, também em NY, em 1991.

Virtuoso sem jamais descambar para o exibicionismo, Gene não joga fora uma nota sequer. Toca a essência do essencial. Perfeccionista do nível de obsessão de um João Gilberto, passa às vezes anos trabalhando novas possibilidades harmônicas para uma canção. O toque, sem palheta, é invariavelmente preciso mas nunca mecânico. Seus companheiros neste novo disco rezam na mesma cartilha, sem atropelos, privilegiando as nuances. Por isso escapam da embolação que costuma afetar trabalhos de piano e violão, que somente dão certo quando nas mãos de mestres da harmonia (sei bem disso porque os encontros que produzi de Paulo Levita com João Donato eu não me arriscaria a fazer com mais ninguém...)
Perfeita interação

Com a calma dos sábios, Gene e John nunca se chocam. Violão e piano complementam-se para os vocais límpidos de Janet, e revezam nos solos. O repertório, impecável, abre e fecha com Johnny Mandel, autor de quatro temas: “A time for love” (faixa inicial, somente com voz & violão), “Close enough for love” (jóia imortalizada por Shirley Horn e Tony Bennett), “The shadow of your smile” (vencedora do Oscar em 1963) e “The shining sea”, letrada por Peggy Lee três anos depois, e onde Gene escancara a influência de Bonfá nos “tremolos”. O piano entra na segunda faixa, “But beautiful”, preenchendo cuidadosamente os espaços propositalmente deixados pelo violão. Desliza com incrível suavidade durante o improviso, e com mais parcimônia ainda fornece a “cama” para o solo de Gene. Dos mesmos autores, Jimmy Van Heusen & Johnny Burke, “Like someone in love” começa valseada, abriga cativante passagem tocada/vocalizada em uníssono pelos três artistas, e chega ao 4/4 na hora do improviso. Os desenhos de Bertoncini após a volta de Janet, incluindo até uma linha de walking-bass arrepiante, são merecedoras de uma tese.

Gene segue emocionando em “Estate”, o tema de Bruno Martino pelo qual se apaixonou ao ouvir a gravação de João Gilberto no célebre “Amoroso”. Para surpresa geral, pela primeira vez na vida ataca de cantor, dividindo os vocais com Janet, brindada com uma blue note desconcertante na marca de 1m01s. A lamentar somente a equivocada opção pela letra em inglês do bazófio Joel “Movieman” Siegel (felizmente já falecido), quando existe uma versão muito superior concebida (e gravada) por Jon Hendricks no álbum “Freddie Freeloader” em 1990.

Além de belos temas de Legrand (“Once upon a summertime”), Porter (“Every time we say goodbye”, com Bertoncini usando “Goodbye”, de Gordon Jenkins, como introdução, e Planet dissecando cada palavra, alongando “allow you” ao máximo) e Neal Hefti (“Girl talk”), somos brindados com as inéditas “Wine with dinner” de John Harmon, somente com piano & violão, e “To be yet again”, parceria de Harmon & Planet dedicada a Bill Evans mas roubada pelo solo extraordinário de Bertoncini. No total, 55 minutos de magia. Sem necessidade de eciclemas.

Sons axifugos

A bela californiana Alexa Weber Morales tenta, no CD “Wanderings”, algumas experiências interessantes com ritmos latinos. Co-produzido pelo trombonista Wayne Wallace, reúne baluartes da cena de San Francisco – entre eles os percussionistas John Santos e Michael Spiro (não confundir com o batera Michael Shapiro). Começa com uma adaptação bisonha para “Habanera” da ópera “Carmen”, de Bizet, arrisca-se no português em “Ave rara” (Edu Lobo & Aldir Blanc), junta as Jobinianas “Água de beber” e “Águas de março”, perde tempo (apesar do bonito arranjo vocal) com o saturado “Calling you” do filme “Bagdad Cafe”, e finalmente acerta na salsa “El cantante” de Ruben Blades. Mas os melhores momentos ficam por conta de três composições próprias (“Her ways wander”, “The goddess of war”, “Así es el amor”) e da linda recriação da canção mexicana “Angelitos negros”. Quem quiser, pode conferir Alexa ao vivo amanhã no “Jazz on the row”, em San Jose, e dia 9 de outubro no “Yoshi’s”, em Oakland.

Professora no Berklee College of Music, técnica para dar e vender mas timbre e coloratura não muito sedutores, Jan Shapiro opta pela praia segura dos standards em “Back to basics”, CD de apenas 31 minutos! Básico demais. Arranjos convencionais e sem ousadia para “Change partners”, “Squeeze me”, “Love is here to stay”, “Don’t be that way” (duo com o guitarrista John Baboian), “Sister Sadie”, “Beautiful friendship” e um “’S wonderful” velocíssimo mas sem swing, abortado por um fade-out inexplicável. O quarteto de base toca burocraticamente, apesar da presença da baterista Terri Lyne Carrington. E a faixa mais agradável acaba sendo o duo com o pianista Tim Ray em “Be anything, be mine”.

Em termos de equívocos de produção, rivaliza com “Song and dance”, do guitarrista Bobby Broom em trio com Dennis Carroll (baixo) e Kobie Watkins (bateria). A despeito de seu grande talento, Bobby erra feio e pesa a mão nos arranjos que fazem o sorumbático disco se arrastar por mais de uma hora. Suas composições são fracas, com excesso de convenções e pouca alma. As releituras patinam. O batera, “over” e barulhento demais, estraga “Where is the love”. Os arranjos conferidos a “Smile” e “You and the night and the music” desafiam qualquer motivação lógica, afrontam o bom senso estético. Salvam-se “Wichita lineman” e “Can’t buy me love”. Mas é pouco, muito pouco.

Legendas:
Russ Kassoff, pianista que trabalhou com Frank Sinatra e Liza Minelli, lança seu primeiro disco como líder, "Somwhere"
O violonista Gene Bertoncini, a cantora Janet Planet e o pianista John Harmon unidos em um encontro mágico, de impecável repertório, no CD "Just above a whisper".

Sunday, August 26, 2007

Claus Ogerman: "The Man Behind The Music" (4-CD Box Set)


Claus Ogerman: "The Man Behind The Music" [4-CD Box Set]
Universal 2001
Thanks to:
Heike Adam & Cindy Carp (Sony Music)
Alan & Marilyn Bergman
Arnaldo DeSouteiro
Jörg Eipasch
Robert A. Finkelstein
Irene Geerts (Universal Clearing & Coding)
Heidi Hohnebach (Koch International)
Steve Hamelink & Sven Jung (Zyx Music)
Suitbert Kempkes
Jay Landers
Douglas Payne
Renate Schreiber (Warner Special Marketing)
Tina Sinatra
Barbra Streisand
Very special thanks to:
Tommy LiPuma (The Verve Music Group)
Titus Lancer (Helios Music)

Guilhermo Klein reviewed

The pianist Guillermo Klein appeared for a two-week engagement with his big band at New York's legendary Village Vanguard club, as Dan Ouellette reports ( Washington Post ). Klein who was born in Argentina and currently lives in Barcelona was part of the New York jazz scene in the 90s and regularly performed with his big ensemble Los Gauchos at the club Smalls. At the Village Vanguard the band played mostly new material and after the two weeks went into the studio to record their fourth album.

Vinyl of the Day - George Benson: "Jazz Magazine"

Vinyl of the Day
George Benson: "Jazz Magazine" (CTI 0043.002)

Single of the Day - Astrud Gilberto & Ennio Morricone

Single of the Day (picture sleeve)
Astrud Gilberto & Ennio Morricone: "Gli Scassinatori" (CTI)
Recorded in 1971

10-inch of the Day: "Luiz Bonfá"

10"-inch of the Day
"Luiz Bonfá" (Continental LPP-21)
Recorded in 1955.
Featuring Luiz Bonfá (guitar), João Donato (accordion), Antônio Carlos Jobim (piano), Altamiro Carrilho (flute), Claudio (violin), Quinidio Teixeira (tenor sax), João Stockler aka Juquinha (drums), Vidal (bass), and Galhardo (bass).

CD of the Day: "Look To The Rainbow"


CD of the Day
Astrud Gilberto: "Look To The Rainbow" (CTI 1112-2)
Pristine 24-bit digital remastering. Released in 1993 by CTI Records with bonus tracks.
Produced by Creed Taylor
Arranged by Gil Evans and Al Cohn
Featuring Dom Um Romão, Johnny Coles, Grady Tate, Kenny Burrell, Urbie Green

Bonfá, another genius


From

Luiz Bonfa released a cover version of the Colony's "I Will Always Think About You" on the album BONFÀ (Dot DLP 25881)-- see
http://kanji.zinbun.kyoto-u.ac.jp/~yasuoka/Bonfa/DLP25881.html
The New York Times
January 17, 2001, Wednesday, Late Edition - Final
NAME: Luiz Bonfa
HEADLINE: Luiz Bonfa, a Creator of Brazilian Bossa Nova, Dies at 78
BYLINE: By BEN RATLIFF

Luiz Bonfa, a guitarist and composer who was one of the originators of Brazilian bossa nova, died on Friday in Rio de Janeiro. He was 78.

The cause was prostate cancer, said Arnaldo DeSouteiro, his longtime record producer.

Mr. Bonfa, who recorded more than 50 albums, was the composer of hit songs like "Manha de Carnaval" and "Samba de Orfeu." For these melodies and for his quiet, meticulous, samba-based guitar rhythms, he would forever be associated with bossa nova, even though in some ways he predated the movement. He and Antonio Carlos Jobim were already well known in Brazil when the fad swept the country as a late-1950's youth craze.

Mr. Bonfa's style of bossa nova was fuller and more commercial than the inward, stripped-down essence Joao Gilberto made of it, and he lent himself naturally to all sorts of American jazz and pop projects with slight Brazilian flavors. During his career, he recorded with Stan Getz, Quincy Jones, Frank Sinatra and Steve Lawrence and Eydie Gorme, and wrote a song for an Elvis Presley movie ("Almost in Love" from the 1968 film "Live a Little, Love a Little.")

Mr. Bonfa, the son of an Italian immigrant, grew up in Rio and took up the guitar at 11. He studied with the Uruguayan guitarist Isaias Savio. In the late 1940's, he joined a vocal group called the Quitandinha Serenaders, named after the Quitandinha Hotel in Petropolis, a town near Rio. The group performed on Brazil's Radio Nacional in 1946 and was somewhat successful. But Mr. Bonfa quit the group in 1953 to work alone, mostly as a songwriter and guitarist. He was a delicate, fluent samba player, and in the mid-1950's was used extensively both as a musician and as a composer by Dick Farney, the Brazilian Sinatra-like crooner.

He was already well known in Brazil when he left for New York in 1957. Before his departure, Mr. Bonfa played guitar on the soundtrack recording for what would be "Black Orpheus." "Manha de Carnaval" and "Samba de Orfeu" were the two compositions he offered to the film's director, Marcel Camus. Better known to English-speakers as "A Day in the Life of a Fool" and "Orpheus' Samba" after the movie came out in 1959, they became some of the most widely recorded and performed Brazilian songs of the bossa nova era. The film's soundtrack also included work by Jobim and Vinicius da Moraes.

In New York Mr. Bonfa worked with Mary Martin, the Broadway singer, accompanying her on a solo tour. He returned to Brazil in 1959, when bossa nova was in its ascendancy. In 1962, Mr. Bonfa appeared at a historic bossa nova concert at Carnegie Hall, performing "Manha de Carnaval," which was the best-known song of the evening. He stayed on in New York, living in hotels and returning to Brazil for a few months a year.

Mr. Bonfa lived in New York with his second wife, Maria Helena Toledo, performing and writing, often working in the late 1960's with the Brazilian keyboardist and composer Eumir Deodato, whose passage to New York was paid for by Mr. Bonfa. He wrote music for the soundtrack of the 1966 movie "The Gentle Rain," and built a reputation in the United States that was not equaled in his homeland.

Through the 60's and early 70's, he recorded a series of albums with the producer Creed Taylor, including "Bossa Nova" (1962) and "Jazz Samba Encore" (1963). His work for other producers included "The New Face of Luiz Bonfa" (1970), the solo-guitar album "Introspection" (1972) and "Jacaranda," an adventurous record with a jazz and Latin-music cast (1973).

He is survived by his third wife, Ruth de Oliveira, of Rio de Janeiro; a son, Luiz Novaes Bonfa, of Los Angeles; and three sisters.

Mr. Bonfa was less productive in the 70's, recording a few albums that were little known in the United States, among them "Manhattan Strut" (1974), made with New York jazz session players, and "Bonfa Burrows Brazil" (1984), made with the Australian saxophonist Don Burrows.

He had a short burst of renewed recognition in New York during the late 80's, playing a successful two-week run at Fat Tuesday's in 1987 and recording an album for Chesky, "Nonstop to Brazil" in 1989, with a group that included the American jazz guitarist Gene Bertoncini. His last full album project was "The Bonfa Magic" in 1991.

Jobim, the greatest

From http://www.notlos.com/id7.html

Antonio Carlos Jobim (1927-1994)
If there is one contemporary popular composer whose music epitomizes the word "classic", it is Brazilian-born Jobim. Compared to George Gershwin for the sophistication of his songwritting, jobim established himself in the 1960's as the driving force behind the "bossa nova", and since then has written more than 300 International hits, many now standards.
Jobim's popularity places him easily among the ten most recorded popular composers in the United States and his success abroad is, if anything, even stronger.

The song "Desafinado" with Stan Getz (1962): to everyone's surprise, even jobim's, the recording sold over one million copies and signalled the beginning of the "bossa nova" movement in the united states. the song won the naras award for "best jazz performance" in 1962 followed by "the girl from ipanema" which won "record of the year" in 1964.

During the 1970's jobim spent much time in California.
during this period he composed "wave " and "triste".
the 1980's precipitated jobim's permanent return to Brazil. He lives in one of rio's most beautiful residential districts, in the shadow of Corcovado mountain, the inspiration for one of his most beautiful songs. Admitting a great fondness for new-York, jobim spends several months a year in manhattan catching up with old friends, and, of course, composing.

Antonio Carlos Jobim stands not only as an embassador for the rich musical traditions of Brazil, but also as a light for musicians and composers the world over................

"I believe the natural setting of Rio de Janeiro helped me very much - the sea, the mountains, the birds, the lake. I am a son of mother nature" (Antonio Carlos Jobim)

When the tragic news reached Brazil that perhaps the greatest figure in the history of that country rich music tradition had unexpectedly died in a New york hospital, editors at the mayor newspapers were quick to look to the music Antonio carlos jobim had spent his life creating to find the best way to express the nation's collective sense of loss. "it's the end of the road" headlined "jornal do brasil", quoting lyrics from "aguas de marco"(waters of march), a major hit for the composer in the early 1970s.

two days later, after jobim's body had been returned to Brazil with great ceremony and buried at a rio cemetery, the same newspaper summed up the sad event by choosing for another headline the title of a song he had written three decades earlier: "all that's left is to say goodbye". "we lost the greatest" notes rio based producer and critic Arnaldo DeSouteiro, a long time Jobim friend and admirer who had produced the musician's last recording session just days before his death on december 8, 1994. Ironically the composer's final recorded work, done for a forthcoming album by vocalist Itamara Koorax, was "all that's left is to say goodbye"..... The president of Brazil renamed the "Rio international airport" to "international airport antonio carlos jobim" a few weeks after his dead.

And just about everywhere on the planet someone was listening to his recorded duet with frank Sinatra or Getz/Gilberto album................

Dom Um Romão's "Lake of Perseverance" - Review by Silvio Essinger


Dom Um Romão para antigos e novos fãs

O clássico baterista da bossa volta aos 75 anos de idade com Lake of Perseverance, disco que traz o mais castiço jazz ao lado da mais inovadora música eletrônica dançante

Silvio Essinger
22/02/2001


Dom Um Romão mergulha na dance music

Aos 75 anos de idade, o baterista Dom Um Romão (um dos participantes da gênese da bossa nova, que, em uma longa e internacional carreira, já tocou com Sinatra, Jobim, Tony Bennett, Weather Report, Jorge Ben, Herbie Mann, Elis, Marcelo D2, entre outros) mostra que não ficou vendo a banda passar. Chega às lojas (do exterior) esta semana Lake of Perseverance , seu segundo disco para a Jazz Station Records, do produtor Arnaldo DeSouteiro (o primeiro é Rhythm Traveller , de 98). Bem mais variado que o anterior, o CD é uma espécie de resposta à boa receptividade que seu som andou tendo entre a juventude européia que freqüenta as pistas de dança. Dom Um aprofundou seu envolvimento com a música eletrônica, o que resultou em alguns curiosos híbridos sonoros. Mas esta é apenas uma das facetas de Lake of Perseverance, disco repleto de variedade musical e participações de convidados especiais, que vão de Eumir Deodato e o DJ Marcelinho da Lua a Lord K e Danilo Caymmi.

Gravado no Rio e em Nova Iorque, o disco abre com a faixa-título, canção praieira dedicada a Dorival Caymmi, com quem Dom Um gravou, em 1964, um disco de Tom Jobim para a Elenco (Caymmi Visita Tom ). O baterista, radicado na big apple, conta a história: "Na última viagem ao Brasil, passei um dia todo com o Dorival e de noite acordei com uma melodia na cabeça." E a letra que veio não poderia ser mais Caymmi: "A maré num tá pra peixe/ hoje eu não vou pescar/ pois o mar tá muito forte/ minha jangada pode virar." Para gravá-la, Dom Um recorreu à velha bateria e a um arsenal de percussão (agogôs, ganzás etc). "Fiz uma batida bem louca, que não é samba e nem baião e ainda tem uma levada latina no meio", conta. Com piano e arranjos do ex-Mutantes Luciano Alves, banda de baixo, bateria e flauta, e vocais do baterista e de Ithamara Koorax, a faixa se destaca no disco. A composição volta no fim, como um improviso de voz e piano, na vinheta The Fisherman's Dream.

Eleito pela revista de jazz Downbeat em 2000 como o segundo melhor percussionista e o sétimo melhor baterista do ano, Dom Um conta que queria fazer de Lake of Perseverance um disco "criativo, moderno e arrojado, sem clichês ou embromação". O que nos remete a faixas como House Carnival (de Luciano Alves), com teclados característicos da house music, programações de bateria bem sacadas e um duelo percussivo do baterista (munido de tarol, surdo e chocalhos) com o percussionista Marcelo Salazar (nos bongôs e timbales). Com o adicional das curiosas intervenções vocais de Dom Um, essa gravação promete dar o maior pé nas pistas.

Outra boa faixa dançante de Lake of Perseverance é o funk-jungle Groovystation (de Salazar e Marcelinho da Lua). Ela vem bem misturada, com cavaquinho de Fernando Carvalho, scratches do DJ e vocais do baterista, no que vem a ser uma homenagem, feita num esquema intuitivo à Jorge Ben, ao compositor da bossa Carlos Pingarilho. A parte eletrônica do disco se completa com Apache Groove (de Danilo e Salazar), com a orquestra de agogôs, as flautas de madeira de Danilo e os timbales e congas de Salazar copulando em meio a uma tímida levada house, e Bit Box (Eumir Deodato), com programações e teclados do maestro que parecem ter saído lá do começo dos anos 80, da trilha de um Break Street.

A variedade sonora do disco não acaba por aí. Dom Um canta e brinca em Sambão, do organista (e mito da lounge music) Walter Wanderley, que contou com sua bateria na gravação original, instrumental (no disco Kee Ka Roo, de 1967, para a Verve). A tecladista Paula Faour faz uma boa homenagem a Walter, num solo de órgão. Mais samba? Tem uma versão da batida Mas Que Nada (só que gravada apenas com bateria e a voz de Ithamara, ao vivo no estúdio) e o heavy batuque Tentação (de Lord K e Teddy Kumpel). Jazz? Tem, mais para o fusion, em Eric's Stuff (do guitarrista Nani Palmeira e Dom Um, em homenagem ao falecido guitarrista Eric Gale), e mais tradicional em Naima (John Coltrane), com percussões climáticas, Afro Blue (Mongo Santamaria) e Blue Bossa (Kenny Dorham), esta com sax de Zé Bigorna. Uma coisa é certa: Lake of Perseverance não há desagradar nem aos antigos nem aos novos fãs de Dom Um Romão.

"Focus on Bossa Nova" - Review by Tárik de Souza

http://64.233.169.104/search?q=cache:JHHYUkC08toJ:cliquemusic.uol.com.br/artistas/artistas.asp%3FStatus%3DDISCO%26Nu_Disco%3D8950+%22Arnaldo+De+Souteiro%22&hl=pt-BR&ct=clnk&cd=5&gl=br

Mais uma antologia (não lançada no mercado brasileiro) para fazer salivar os caçadores de raridades e espumar de ódio os mercadores de relíquias. O produtor Arnaldo DeSouteiro (o mesmo das anteriores A Trip to Brazil e Brazilian Horizons) pescou algumas pérolas de rara obscuridade como a gravação de Fora do Tempo, da dupla Marcos e Paulo Sérgio Valle em início de carreira, em 1964, pelo desconhecido Marcos Moran num arranjo espetacular de Eumir Deodato com um timaço de sopros (Maciel, Pedro Paulo, Maurilio, Raul de Souza, J.T.Meirelles, Aurino Ferreira). O cantor é fraquinho, mas o acompanhamento... O oposto ocorre em Minha Saudade, gravação pioneira deste clássico de João Donato letrado por João Gilberto com a esplêndida Alaíde Costa secundada por um arranjo ainda "quadrado" (como se dizia na época) do maestro Carioca em 1959, já no ano de implantação das inovações da bossa.

Outras raridades: Flora Purim sob arranjo de Luiz Eça mandando Preciso Aprender a Ser Só (outra da dupla Marcos e Paulo Valle) acompanhada por Dom Salvador (piano), Gusmão (baixo) e Dom Um (bateria), Rosinha de Valença (violão) e J.T.Meirelles (flauta) e mais Johnny Alf numa insuspeitável versão em inglês de O Barquinho (Little boat). E ainda: o Trio 3D, cartão de visitas do pianista Antonio Adolfo (mais Carlos Monjardim, baixo, e Nelsinho, bateria) na jazzistica Só Tinha de Ser Com Você (Tom Jobim/ Aloisio de Oliveira), em 1965, com sopros arranjados por Eumir Deodato, além do grupo Samba SA, de Mário Castro Neves (numa linha Sérgio Mendes com duas cantoras à bordo) em Nanã, de Moacir Santos.

Querem mais? Tem Raul de Souza (o Raulzinho do trombone da bossa), em 1965 quebrando tudo ao lado do Sambalanço Trio (Cesar Camargo Mariano, piano, Humberto Clayber, baixo, Airto Moreira, bateria) em À Vontade Mesmo e um outro João Gilberto (conterrâneo, inclusive) Walter Santos, no seu suingadíssimo Samba pro Pedrinho, com um tal de Hermeto Pascoal sobrevoando na flauta. Há outras faixas menos miúras como a inevitável Garota de Ipanema revisitada por Gal Costa, em 1999, Mas Que Nada pelo Tamba Trio, um pot-pourri de clássicos jobinianos pelo trio do baterista Milton Banana e o próprio Jobim com Miúcha decolando desde a introdução no candomblé em parceria com Caymmi no Samba do Avião. Bossa do fundo do baú e do alto do pódio. (Tárik de Souza, 2001)

"Eliane Elias" by Aramis Millarch

15/01/1988
Artigo de Aramis Millarch:
Eliane, a pianista que conquistou Nova Iorque

Enquanto Denise Stocklos volta a Nova Iorque, em temporada profissional, outra brasileira - paulista de nascimento mas com muitos relacionamentos no Paraná - também deslancha naquela cidade: a pianista Eliane Elias ganhou nada menos que um anúncio de página inteira da "Down Beat - For Contemporany Musicians" (dezembro/87, US$ 1,75), no qual a sua gravadora, Denon - The First Name in Digital Records - anuncia o álbum solo de Eliana ("Illusions"), lançado no final do ano passado e já com ótimas referências.

O destaque dado na "Down Beat", a mais antiga e influente revista da área jazzística - justamente nesta sua edição de final de ano, no qual publica os vencedores do 52º Annual Readers Poll (que merecerá comentário especial nos próximos dias) é uma prova da importância com que o disco de Eliane foi recebido. Tanto é que a própria "Down Beat" está oferecendo aos leitores que renovarem suas assinaturas (US$ 18 por um ano; US$ 36 por dois), o disco de Eliane como brinde especial (a outra opção é o álbum de Charnett Moffet).

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Durante quase um ano, quando Heitor Valente e Jorge Natividade (hoje diretor do Instituto de Previdência do Estado) coordenaram o festival "Paraná de Todos os Cantos", com eliminatórias em várias cidades do Interior e a finalíssimas no Guaíra - no primeiro ano da administração Luís Roberto Soares, na Cultura, Eliane Elias integrava o grupo instrumental que acompanhava os shows. Excelente pianista, era entretanto desconhecida na época - mas Heitorzinho, com seu senso profissional, soube escolhê-la para valorizar os shows que produzia. Posteriormente, Eliane viajou para os Estados Unidos, onde conheceu o baixista Randy Brecker, com quem viria a se casar. Passou a integrar o grupo Steps Ahead - liderado por Brecker e, há dois anos, foi a primeira mulher a ganhar capa da "Down Beat", embora ao lado do conjunto.

Agra, em carreira solo, Eliane fez um álbum excelente, no qual participaram músicos da dimensão de Eddie Gomez (que já tocou no Guaíra, com o pianista Bill Evans, há 11 anos), o baixista Stanley Clark, os bateristas Al Foster, Steve Gadd e Lenny White e, em duas faixas, Toots Thielemans na harmônica. Várias faixas são de sua autoria neste disco - por enquanto privilégio de quem o adquire nos EUA, especialmente em Nova Iorque ou Los Angeles.

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No texto do anúncio da "Down Beat" é explicado inclusive como deve ser pronunciado o sobrenome de Eliane ("Ill-ee-en: Ill-ee-Iee-us") e ela fala que acostumou-se a ouvir jazz desde os 12 anos, pois seus pais sempre gostaram de boa música. E diz que, fazendo este disco, "seus sonhos transformaram-se em realidade".

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Em 1987, uma dezena de brasileiros gravaram nos EUA - conforme Arnaldo DeSouteiro comentou na edição do "Almanaque", em 03/01/88. "Illusions", com Eliane Elias, é um destes discos muito especiais - e mais uma prova do talento brasileiro exportado.

LEGENDA FOTO - Pianista Eliane Elias ganhou página inteira na "Down Beat" a propósito de seu primeiro elepê solo: "Illusions".
Texto de Aramis Millarch, publicado originalmente em:
Veículo: Estado do Paraná
Caderno ou Suplemento: Almanaque
Coluna ou Seção: Tablóide
Página: 3
Data: 15/01/1988

"Harvest Time" by Aramis Millarch


http://www.millarch.org/ler.php?id=416

Encontrei, na internet, alguns textos do meu saudoso amigo Aramis Millarch (foto acima), originalmente publicados no jornal "Estado do Paraná" (para o qual colaborei diversas vezes, à convite do próprio Aramis) e reproduzidos no excelente website Tabóide Digital dirigido por seu filho Francisco.

31/05/1988

José Renato, compositor, cantor e violonista em escalada internacional, aproveitou uma breve interrupção em seu calendário de muitas viagens para vir a Curitiba, tratar de alguns assuntos familiares, ligados ao inventário de seu pai, o jornalista Simão de Montalverne, falecido há poucos meses. Embora carioca de nascimento, Zé Renato morou muitos anos em Curitiba, pois seu pai aqui chegou em 1966, como chefe da sucursal do então oposicionista e forte "Correio da Manhã". Foi aqui que Zé desenvolveu suas primeiras composições, tendo em Heitor Valente um primeiro parceiro. Mais tarde, no Rio, faria parte de jovens grupos de choros, integrou o grupo Cantares e, finalmente, no Boca Livre - ao lado de Maurício Maestro e David Tygyel (ambos ex-integrantes "Momento Quatro"), provaria a força do trabalho na música independente, fazendo um elepê vender mais de 100 mil exemplares, recorde na época.

Agora, Zé está em escalada internacional: há mais de um ano, o violinista Al Di Meola ficou seu amigo e fã, e juntos fizeram várias temporadas e acabam de gravar um elepê ("Al Trianmuiçu, EMI-Odeon), infelizmente sem previsão de edição no Brasil. Para 1988, projeto de um segundo álbum, desta vez com maior número de composições de Zé, que, aliás como autor já tem mais de 80 músicas gravadas por diferentes intérpretes.

Dentro de 40 dias, novamente com Al Di Meola, Zé Renato inicia nova temporada internacional, desta vez participando de um circuito de festivais de jazz na Europa.

Antes de retornar aos Estados Unidos, Airto Moreira esteve reunido com Fafá de Belém, que passado o deslumbramento do namoro pelo poder e o puxassaquismo à Nova República - que fizeram sua carreira ir para o brejo - está, com um pouco mais de humildade, preocupada em voltar a fazer aquilo que de fato sabe fazer: cantar bonito. Para tanto, Fafá entendeu a importância de procurar bons produtores e gravar discos capazes de lhe devolver um pouco do prestígio que já teve a que por infantilidade e ambição desmedida pela autopromoção vinha jogando fora.

Seu novo disco terá algumas sessões gravadas na Califórnia, com produção de Airto, experiente em termos de produção e entre as faixas já selecionadas estão um belíssimo tema de jazz, "Sweet, Baby Blues"; "Corre, Niña", de Hugo Fatorusso e "Amabu Lê", neste com a participação generosa de Flora Purim, que admira a beleza de voz de Fafá. Que também admiramos. A voz...

Chama-se "Harvest Time" (Tempo de Colheita) o novo álbum de Yana Purim, irmã de Flora e cantora que há 10 anos vem abrindo seu próprio espaço nos Estados Unidos. Produção de Arnaldo DeSouteiro, jornalista, crítico de música da "Tribuna da Imprensa" e da equipe de TV-Manchete (para a área de especiais de música internacional), o álbum de Yana teve gravações nos Estados Unidos, incluindo a participação de Herbie e Hancock e do pistonista Lee Soloff, entre outros, em algumas faixas. A fita ainda não foi negociada, em definitivo com nenhuma gravadora, mas havendo interesse de várias etiquetas de prestígio. O disco anterior de Yana ("For a Distance Love", 1986) esteve entre os mais vendidos nos EUA e no Brasil, distribuído pelo Estúdio Eldorado, também fez boa carreira.

Arnaldo DeSouteiro, percussionista nas horas vagas, de uma família de tradições musicais (sua mãe é concertista de piano) é hoje um dos jornalistas brasileiros mais bem informados e atuantes na área dos músicos brasileiros que gravam nos Estados Unidos. Arnaldo poderia fazer uma discografia de todos os brasileiros que conseguiram ser sucesso nos Estados Unidos, onde mensalmente aparecem novos álbuns - agora em CDs - de nossos artistas. Por exemplo, o baterista curitibano Celso Alberti - que aqui se apresentou em agosto/86, com Airto e Flora - está no primeiro álbum solo do pianista Marcus Silva ("Here We Go", Concord 94522), músico que habitualmente trabalha com Airto. Breno Sauer, que os boêmios mais velhos (como Renatinho Schaitza, Renatão Ribas e Enock de Lima Pereira) lembram-se dos dourados anos da Marrocos, vive há 15 anos em San Francisco e seu último álbum chama-se "Made in Brasil" (Pausa Records), com solos vocais de sua esposa, a gaúcha Neusa - e participação de vários músicos americanos.

LEGENDA FOTO - O produtor Arnaldo DeSouteiro e o pistonista Lew Soloff, um dos convidados especiais na gravação de Yana Purim, produzido nos Estados Unidos.

Texto de Aramis Millarch, publicado originalmente em:
Veículo: Estado do Paraná
Caderno ou Suplemento: Almanaque
Coluna ou Seção: Tablóide
Página: 3
Data: 31/05/1988

Saturday, August 25, 2007

JazzEcho - Various Artists: Noch ein Blick in die Zukunft

http://www.jazzecho.de/jahresvorschau_2_ein_blick_in_die_zukunft_26986.jsp

Remembrances:
17.12.2004
Noch ein Blick in die Zukunft

Auch im Jahr 2005 wird die Jazzabteilung von Universal Music bemüht sein, möglichst vielen Strömungen des Jazz und artverwandter Genres mit seinen Veröffentlichungen und Eigenproduktion gerecht zu werden. Letzte Woche stellten wir schon einige Alben vor, die in den beiden ersten Monaten des kommenden Jahres erscheinen werden. Heute werfen wir einen Blick auf die Highlights, die ab März 2005 auf dem Programm stehen. Da es immer mal wieder zu Terminverschiebungen und manchmal leider auch Absagen kommt, auf die wir keinen Einfluß haben, sind natürlich alle Angaben ohne Gewähr.

Ein großes Geheimnis wird noch um das neue Album von Wayne Shorter gemacht, das im März 2005 erscheinen wird. Fest steht nur, daß der legendäre Saxophonist und Komponist im selben Monat zu exklusiven Konzerten nach Darmstadt (11.03.2005 Centralstation) und Köln (19.03.2005 Philharmonie) kommen wird. Die beiden Portugiesen Maria João und Mário Laginha haben in Septett-Besetzung "Tralha" (d.h. Kram, Krempel) aufgenommen, ein Album mit ausschließlich neuen eigenen Stücken, bei denen klanglich viel mit Umweltgeräuschen experimentiert wurde. Mit Pianistin Geri Allen, Bassist Robert Hurst und Schlagzeuger Eric Harland hat der Saxophonist Charles Lloyd für ECM sein neues Album "Jumping The Creek" eingespielt. Die drei polnischen Youngster Marcin Wasilewski, Slawomir Kurkiewicz und Michal Miskiewicz werden sich auf ihrem ersten eigenen ECM-Album "Trio" ohne ihren Mentor Tomasz Stanko vorstellen. Ein aufregendes neues Album gibt es auch von der deutschen Band De-Phazz, die auf "Natural Fake" ein paar völlig neue Töne anschlagen möchte. Beachtung verdienen im März zudem noch zwei Compilations: Mit dem Sampler "Feeling Good" wird der Mojo Club in seiner Serie "Mojo Club Presents…" das Dutzend komplettieren; und die jüngste Flut männlicher Jazzvokalisten machte es endlich möglich (und nötig) eine Compilation namens "Famous Male Jazz" zusammenzustellen, auf der natürlich Tracks von aktuellen Verve-Stars und -Bestsellern wie Jamie Cullum, Al Jarreau und Peter Cincotti nicht fehlen werden.

In den darauf folgenden Monaten darf man sich zunächst auf ein Ray-Charles-Tribute-Album von John Scofield freuen. Vom Jazz-Folk-Troubadour Terry Callier wird es eine Live-DVD geben, die auf seiner gerade absolvierten Tournee aufgezeichnet wurde. Der französische Schlagzeuger Manu Katché wird bei ECM sein zweites Soloalbum herausbringen, das sich - so viel ist sicher - ganz erheblich von seinem fusionesk-poppigen Debütwerk "It's About Time" aus dem Jahr 1991 unterscheiden wird. Eingespielt hat er seine zweite Solo-CD mit Trompeter Tomasz Stanko, Saxophonist Jan Garbarek, Pianist Marcin Wasilewski und Bassist Slawomir Kurkiewicz. Nachdem von Keith Jarrett in diesem Jahr ein brillantes Live-Album mit dem Standards-Trio erschienen ist, steht für 2005 ein Live-Solo-Doppelabum an, das 2003 in Japan aufgenommen wurde. Auch Götz Alsmann wurde wieder von der Muse geküßt und präsentiert das Resultat auf einem Album mit dem Titel "Kuss". Außerdem werden im kommenden Jahr wieder einige notorische Serien-Täter zuschlagen: Die von Arnaldo DeSouteiro so kompetent betreute Reihe "A Trip To Brazil" geht bereits in die vierte Runde und wird wie gewohnt als Doppel-CD und Doppel-Vinyl aufgelegt werden; die Macher von "Verve Remixed" bereiten den dritten Streich der Serie vor und arbeiten parallel dazu auch an der ersten "Impulse Remixed"-CD. Darüber hinaus wird es von der Thievery Corporation ein Samba-Projekt geben, eine Box mit der Musik von Charlie Hadens Liberation Music Orchestra und eine "Best Of"-CD von Bugge Wesseltofts nunmehr aufgelöster Band New Conception Of Jazz. Angekündigt sind zudem schon neue Alben von Shirley Horn, Jamie Cullum, Beady Belle, Lizz Wright, Roy Hargrove, Regina Carter, Salif Keïta und der Christian Wallumrød Group. Musikalische Langeweile dürfte 2005 also kaum aufkommen.

"Brazilian Horizons" reviewed

http://www.connectbrazil.com/main/detail.php?id=184

Review about the "Brazilian Horizons" album (produced by Arnaldo DeSouteiro for Milestone Records), originally published on the ConnectBrazil website (see link above):

"Whether you're just beginning to explore the world of Brazilian music or a seasoned collector, compilations are a true godsend. They provide opportunities to experience a wide variety of songs and performers without a great deal of risk. Brazilian Horizons scores high on our list by virtue of its stellar collection of material and artists.

Brazilian Horizons gives us the opportunity to view the world of Brazilian song through the eyes and ears of one of one of Brazil's most respected music critics, producer Arnaldo DeSouteiro, who has handpicked each of these 15 songs for their unique contribution and creativity.

The 70's and 80's were a richly rewarding period for Brazilian jazz in the US, and the music's diversity is reflected here with tracks from percussionist Airto with his wife Flora Purim, Brazilian trombonist Raul de Sousa, and trumpeter Claudio Roditi. Guitar legends Jim Hall and Joe Pass are each featured, as are saxophonist Cannonball Adderley and mallet whiz Cal Tjader. Sarah Vaughan makes two appearances: one with Antonio Carlos Jobim and another with Milton Nascimento.

This album also captures special moments from Jose Roberto Betrami and his former group Azymuth, jazz stylist Mark Murphy and award winning guitarist Luiz Bonfá. Not to be missed is Ella Fitzgerald's scatty rendering of Jobim's "The Song of the Jet." Brazilian Horizons showcases the diverse nature of Brazilian song with a jazzy perspective. The liner notes are very informative and insightful, allowing for your own personal exploration of this exciting music".


01. Song Of The Jet - Ella Fitzgerald
02. Canto De Ossanha - Raul De Souza
03. Vera Cruz - Jim Hall featuring Airto Moriera
04. Chovendo Na Roseira - Dom Um Romão
05. Bahia - Flora Purim
06. Corcovado - Joe Pass and Paulinho Da Costa
07. Travessia – Sarah Vaughan featuring Milton Nascimento
08. Rio Acima - Luiz Bonfá
09. Love Dance - Mark Murphy
10. Nascente - Cannonball Adderley
11. Amazonas - Cal Tjader featuring Egberto Gismonti
12. Triste - Sarah Vaughan featuring Antonio Carlos Jobim
13. Dreams Are Real (Tempos Atras) - José Roberto Bertrami
14. Feel Good - Claudio Roditi
15. All That Carnival – Azymuth

Song of the Jet (Samba Do Avião) (mp3) Vera Cruz (Empty Faces) (mp3) Travessia (Bridges) (mp3) Amazonas (mp3) Triste (mp3)

Compilation producer and liner notes: Arnaldo DeSouteiro.

Total Time: 70:72

Mais bossa e outras bossas


http://www.facha.edu.br/professores/artigos/roberto_moura/20050509.asp

Texto do saudoso Roberto Moura publicado no website acima:

Mais bossa e outras bossas
"Lucy in the sky with bossa diamonds" é o novo lançamento da JSR do nosso Arnaldo DeSouteiro. Reúne voz e violão de Palmyra & Levita, com a participação de João Donato enobrecendo o CD. Arnaldo lembra de João Gilberto ter lhe dito que a dupla merecia "ir para o mundo" - e cuidou de tornar isso possível, numa reunião de standards que vai de "Tenderly" a "Outra vez".
(Roberto Moura)

WDR 5 - Sendungen - Jazz twenty 5 - CD der Woche


http://www.wdr5.de/sendungen/jazz25/514920.phtml

Back in 2005, "A Trip To Brazil Vol.4: Summer Pop Samba", the 2-CD set and 2-LP set compilation produced by Arnaldo DeSouteiro for Universal Jazz was considered "CD der Woche" (CD of the Week) by WDR 5 radio station in Germany.

CD der Woche
A Trip To Brazil Vol.4 "Summer Pop Samba" (Universal Jazz)


Jazz twenty 5 vom 17. Juni 2005

A Trip to Brazil ist mit Sicherheit eine der weltweit erfolgreichsten Compilations in Sachen Bossa Nova. Volume 1 startete 1998 unter dem Titel "40 Years of bossa Nova". Diese Reihe wurde in der Folgezeit jeweils mit einer Doppel-Cd unter den Titeln "Bossa & Beyond" sowie "Back to Bossa" fortgesetzt.
Volume 4 widmet sich jetzt als "Summer Pop Samba" den 80er Jahren. Der Ideengründer und Geschäftsführer der Universal Classics und Jazz Christian Kellersmann, ein leidenschaftlicher Brasil-Fan, zeigt großes Interesse, längst verschollen geglaubte Perlen der musica popular brasileira (kurz mpb) bekannt zu machen, die in Deutschland bislang keine Beachtung fanden.
Für die vierte Reihe hat auch diesmal der brasilianische Musikjournalist Arnaldo DeSouteiro, der sich in Rio einen Namen als kompetenter Compilator gemacht hat, viele Archive durchforstet und ist mit einer Mischung aus Hits und interessanten Raritäten wieder aufgetaucht - alles in reich illustrierter und kundig kommentierter Aufmachung präsentiert. 38 Titel zum Entdecken die keine Wünsche offen lassen, denn für Abwechslung ist garantiert gesorgt:
neben den Tropicalistas, (Caetano Veloso, Gilberto Gil, Maria Bethania,) glänzen die Novos Baianos, (Moraes Moreira, Baby Consuelo,) oder die Jovem-Guartistas (Golden Boys, Jorge Ben, Rita Lee). Das 1958 gegründete Gesangsquartett Golden Boys, beschränkte sich anfangs ziemlich auf das Covern amerikanischer oder englischer Rockballaden, und später begannen sie selbstgeschriebene Songs ins Repertoire zu integrieren, wie z.B. Pra Esquecer A Vida.
Wo das Black Rio seine Wurzeln hat, zeigen z.B. die Gerson King Kombo mit "Mandamentos Black" oder Ed Motta mit dem Funk- Kracher "Manuel", während Claudette Soares mit dem Titel "Shirley Sexy", der 1971 von Roberto Menescal produziert wurde, brilliert. Ein kurzer, aber entzückender Song mit einem Gitarren-Opener von Luiz Carlos Ramos. Dazu kommt auch die Originalversion von Tempos Atrás , 1975 von Azymuth produziert. Bei dieser brasilianischen Fusion- Variante kommen auch Seitenstränge und Vorformen zu ihrem Recht. Ein Muss für alle die Musikgeschichtlich interessiert sind und natürlich auch für die, die Pop, Disco oder Funk in brasilianischer Färbung mögen.

AutorIn: Jotta Patsiava
Redaktion: Ralf Ilgner

Message from singer Lou Lanza


"hi,


just wanted to drop a line and let you know about some things that are coming up.

first off, i have begun a steady sunday night gig singing AND playing @ the prime rib in philadelphia. think bobby short at the cafe carlyle or the mel torme in hollywood cd and you have the vibe pretty much on the money. i am there from 5-9 pm and the prime rib is located in the radisson plaza-warwick hotel, 1701 locust street (17th & locust), philadelphia, pa 19103. call 215.772.1701 for reservations.

this friday night i will have the distinct pleasure of performing with the steve rudolph trio featuring steve meashey & tony deangelis from 7-11 pm @ the hilton patio bar and grille (weather permitting - we'll be inside if the weather is inclement) at the hilton harrisburg, one north second street, harrisburg, pa 17101-1601. if you are in that area or know anyone from that area, please forward this email to them. naturally, if any of you would like to make the trek out with me, by all means come one, come all!!!

on friday august 31st, i will be part of the philly song shuffle @ the world cafe live, 3025 walnut street, philadelphia, pa 19104, 215.222.1400. i won't tell you what part of the evening i am going on, that would be cheating, and i know you will enjoy all of the acts. here is the info:
Downstairs Live
Friday, August 31, 2007
Doors 6pm / Show 7:30pm
Tickets:
Floor/Loge/Bar: $15 + $5 processing fee
Mezzanine*: $25 + $5 processing fee
*Mezzanine price includes $10 premium service fee
Save money! Processing fee is only $1 when you purchase with CASH at the box office BEFORE day of show!
Reproducing the sounds of a CD player or iPod set on "SHUFFLE" more than fifty singer-songwriters and folk musicians cram the best moments of their craft into an amazing concert involving 4-minute sets, 4-second set changes, and only 1 stage! It's LIVE and non-stop for over 3 hours!
Now in its 5th exciting year, this one-of-a-kind event is nothing less than a Philly-sized dose of complete mayhem!


Since its debut in 2003, the Philly Song Shuffle has featured more than 100 different artists and groups, including such notable acts as Ben Arnold, Melody Gardot, John Faye, Sue & Steph of Stargazer Lily, and Susan Werner. The Shuffle has been featured in the Philadelphia City Paper and on WXPN. Patrick Rapa wrote “Far from amateur hour, last year’s Shuffle was an eclectic and lively assembly of established and up-and-coming artists aiming to put their best stuff out there.” The revolution continues!


Artists Performing:
Adam Brodsky, Adrienne Hamilton, Alexandra Day, Alfred James, Arlon Bennett, Bob Beach, Brad Keough, Cabin Dogs, Chris Adams, Chris Chandler, Christine Havrilla, Dan May, Dave Devlin, David Falcone, Dena Marchiony, Enchante, Gillian Grassie, GW, Jeremy Darrow, Jim Klingler, John Conahan, John Faye, John Fuhr, Jon Dichter, Josh Komorowski, Joy Theissen, Kate Bickle, Katie Barbato, Kevin Lynch, Kierstin Gray, Leigh Goldstein, Lili Anel, Liz Longley, Lizanne Knott, Lou Lanza, Malone & McWilliams, Mark Difilippo, Matt Gerson, Melody Gardot, Mick Choder, Miles Thompson, Rosaleen McGill, Sherry Somach, Something Black, Stephen DiJoseph, Stephen Marmel, The Soul Gospel Singers, Vanida Gail.

hope to see all of you out there at one of these venues and events!!!

lou"

Vinyl of the Day - Astrud Gilberto: "Jazz Magazine"

Vinyl of the Day
Astrud Gilberto: "Jazz Magazine" (CTI LP 0043.003)

Tonight at Bypass: "We Love Electro"


Bypass:
Carrefour de l’Etoile 1227 CAROUGE
Tel Club : 00 41 022 300 65 65
Tel Office : 00 41 022 301 02 28

Single of the Day - Astrud Gilberto sings Bob Dylan

Single of the Day (picture sleeve):
Astrud Gilberto singing Bob Dylan's "If Not For You"!
On side B, Astrud sings "Brazilian Tapestry", Eumir Deodato's adaptation of "Mulher Rendeira", from the "Gilberto with Turrentine" sessions produced by Creed Taylor for CTI Records.
Featuring João Palma, Dom Um Romão, Ron Carter, Hubert Laws, Russell George, Airto, Sivuca.

CD of the Day: "Absolute Brass"

Album of the Day
Chet Baker, Randy Brecker, Art Farmer, Roy Hargrove, Wynton Marsalis & Wallace Roney: "Absolute Brass" (CTI CD S 1001)
Compilation produced by Creed Taylor

Fall '07 Concert Series at the Jazzschool

The Jazzschool's Fall 2007 Concert Series, which coincides with the 10th anniversary of the school's founding in September 1997, was announced today by Jazzschool Executive Director Susan Muscarella. "In addition to the Downtown Berkeley Jazz Festival, which begins today and runs for five days," says Muscarella, "we have put together an incredibly diverse group of headliners for our fall series. These talented artists exemplify the Jazzschool's mission to celebrate jazz and related styles of music from around the world. We are thrilled to present them to our students and to the community at large."

The fall concert series gets underway on Saturday 9/22 with a performance by guitarist Bobby Broom and his trio, in his Bay Area debut as a leader. Broom, longtime member of Sonny Rollins's band as well as a distinguished jazz educator based in Chicago, will also be teaching a master class at the school that afternoon.

On 9/30, saxophonist Robert Stewart performs a Tribute to John Coltrane, the first of several "Tribute to the Masters" concerts planned for the fall and beyond. Wayne Shorter, Joe Henderson, and Sonny Rollins are among the jazz saxophone legends who'll be honored in the coming months.

The new Vocal Frontiers Series kicks off with a 10/14 concert by Inga Swearingen and her pianist Bill Peterson, followed by Theo Bleckmann and the Refuge Trio on 10/27 and, on 12/1, the breathtaking a cappella trio WeBe3 (left), with Rhiannon, Joey Blake, and David Worm. Other vocalists appearing at the Jazzschool this fall are Faye Carol (10/6), Margie Baker (11/3), and Ed Reed (11/11).

The Jazzschool 10th Anniversary Celebration will take place at Yoshi's Jazz Club in Jack London Square on Tuesday 10/9. Featured artists are Madeline Eastman and the Randy Porter Trio; Wayne Wallace and Rhythm 'n Rhyme; Mark Levine and the Latin Tinge; and Marcos Silva and Intersection.

Among the other artists set to perform this fall at the Jazzschool Nightclub are pianist Frank Martin, with Abraham Laboriel and Alex Acuna (9/23); John Handy (10/7); the Sheldon Brown Group (10/19); drummer Eddie Marshall and Holy Mischief (10/20); and the Dave Liebman Group (11/4). Jazzschool Executive Director Susan Muscarella and her trio (Robb Fisher, bass; Mike Clark, drums) will play the annual Sunday afternoon Halloween celebration concert 10/28.

As always, the quarter will close out with a week of Jazzschool student performances, scheduled for 12/10-16.

All of the shows, unless otherwise noted, take place in the Jazzschool Nightclub, Hardymon Hall. The Jazzcaffè, immediately adjacent to the performance space, serves dinner and drinks. Doors open one hour prior to performance; open seating is limited and on a first-come-first-served basis.

Tickets are available online (www.jazzschool.inhousetickets.com); by phone (toll-free 1-866-384-3060) Monday through Friday, 9 am to 5 pm; or in person at the school, Monday through Saturday 10 am to 6 pm, Sundays 10 am to 3 pm.

The Jazzschool (www.jazzschool.com) and Nightclub are located in the historic Kress Building at 2087 Addison Street (at Shattuck), in the heart of the Downtown Berkeley Arts District.

The Fall 2007 Concert Series has been made possible in part by a generous gift from the Bernard Osher Foundation. The Jazzschool 10th Anniversary Celebration has been made possible in part by support from Wells Fargo and the Bernard Osher Foundation.

September

9/21 Cuarteto Latinoamericano de Saxofones,
lecture/demonstration, 8:00 pm, $15
(9/22 Concert at La Peña, 8:00 pm, $20)
9/22 Bobby Broom Trio, 8:00 pm, $20
9/23 Dr. Karlton Hester, lecture/demonstration, 12 noon-
2:00 pm, $30/45
9/23 Frank Martin Group, w/ Abraham Laboriel, Alex Acuña,
4:30 pm, $18
9/28 John Pallowich (alto sax), w/ Danny Mertens Trio,
8:00 pm, $10
9/29 Happy Hour (all-star quintet w/ Erik Jekabson, Michael
Zilber), 8:00 pm, $15/$18
9/30 The Robert Stewart Experience - A Tribute to John
Coltrane, 4:30 pm, $15/$18

October
10/6 The Dynamic Miss Faye Carol, 8:00 pm, $18
10/7 John Handy, 4:30 pm, $20
10/9 Jazzschool 10th Anniversary Celebration at Yoshi's,
Jack London Square, w/ Madeline Eastman & the Randy
Porter Trio, Wayne Wallace & Rhythm 'n Rhyme,
Mark Levine & the Latin Tinge, Marcos Silva &
Intersection, 7:30 pm, $125 (fund-raiser)
10/12 Katzen Kapell, 8:00 pm, $15
(made possible by a generous gift from the Barbro Osher
Pro Suecia Foundation)
10/13 California Poet Laureate Al Young in Concert!,
8:00 pm, $15
10/14 Vocal Frontiers Series: Inga Swearingen &
Bill Peterson, 4:30 pm, $15
10/19 Sheldon Brown Group, 8:00 pm, $15
10/20 Eddie Marshall & Holy Mischief, 8:00 pm, $18/$15
10/21 CDQ+2 (Christy Dana Quartet Plus Two), 4:30 pm,
$18/$12
10/27 The Refuge Trio (w/ Theo Bleckmann, John
Hollenbeck, Gary Versace), 8:00 pm,$18
10/28 Susan Muscarella Trio w/ Robb Fisher, Mike Clark,
4:30 pm, $20

November
11/3 Margie Baker & Friends, 8:00 pm, $12/$15
11/4 David Liebman Group, 4:300 pm, $20
11/9 For Peace (feat. Glenn Richman, Matt Clark, Brad
Buethe, Eddie Marshall), 8:00 pm, $15
11/10 John Calloway & Diaspora, 8:00 pm, $15
11/11 Ed Reed, 4:30 pm, $18/$15
11/16 Studio Band under the direction of Keith Johnson,
8:00 pm, $10
11/17 Greg Murai & Everyday Wisdom, 8:00 pm, $12/$15
11/30 Terrence Brewer Quintet, 8:00 pm, $12/$15

December
12/1 Vocal Frontiers Series: WeBe3 (Rhiannon, Joey Blake,
David Worm), 8:00 pm, $20
12/2 Ambrose Akinmusire Project, 4:30 pm, $20
(This concert has been made possible in part by a generous gift from
Diane Wyatt.)
12/7 Jazz and More! (Oaktown Jazz Workshop students,
under the direction of Khalil Shaheed), 8:00 pm, $10
12/8 The Snake Trio, 8:00 pm, $15
12/9 Tito y Su Son de Cuba, feat. Coto Pincheira, 4:30 pm,
$15/$12
12/10-16 Jazzschool Student Performance Series,
free admission
12/23 Trumpet Supergroup Holiday Concert (w/ Dave Scott,
Mark Inouye, Mario Guarneri, Mike Olmos, Erik Jekabson),
4:30 pm, $15